Chico Pinheiro está com câncer de intestino; chance de cura é de 95% em diagnósticos iniciais
Veja sintomas e tratamento para doença do ex-jornalista da Globo
O jornalista Chico Pinheiro anunciou que está com câncer de intestino. A revelação foi feita durante uma entrevsta com o cantor Zeca Baleiro, de 60 anos, que irá ao ar nesta segunda-feira, 11, às 19h.
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O câncer colorretal, popularmente conhecido como câncer de intestino, abrange os tumores que se iniciam no intestino grosso (cólon) e no reto. Embora seja uma doença silenciosa em seus estágios iniciais, o diagnóstico precoce pode garantir até 95% de chance de cura, segundo especialistas.
Incidência no Brasil
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tumor de intestino é o terceiro mais frequente no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de mama e de próstata. A estimativa é de que o País registre entre 45 mil e 46 mil novos casos anuais. Historicamente, 70% desses diagnósticos estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste.
Apesar de a maioria dos casos ocorrer em pessoas com mais de 50 anos, médicos alertam para o aumento da incidência entre adultos jovens. Por isso, sociedades médicas passaram a recomendar o início do rastreamento, por meio de exames como a colonoscopia, a partir dos 45 anos para a população em geral.
Sintomas e sinais de alerta
O desenvolvimento do tumor costuma ser silencioso, mas o corpo pode apresentar sinais conforme a doença avança. Os sintomas mais comuns incluem:
- Mudança no hábito intestinal, como diarreia persistente ou constipação;
- Presença de sangue nas fezes (vermelho vivo ou escuro);
- Alteração no formato das fezes, que podem ficar muito finas (aspecto de fita);
- Dor, cólica ou desconforto abdominal persistente;
- Sensação de que o intestino não foi completamente esvaziado após evacuar;
- Anemia sem causa aparente, fraqueza e fadiga;
- Perda de peso inexplicada.
Como funciona o tratamento
O tratamento do câncer de intestino depende de fatores como a localização, o tamanho do tumor e a presença de metástase. Quando detectada no início, a doença é frequentemente tratada com cirurgia para a remoção do tumor e dos tecidos afetados.
Em casos mais avançados ou dependendo da região afetada (como no câncer de reto), a abordagem pode incluir sessões de quimioterapia e radioterapia. Terapias com drogas alvo-moleculares e imunoterapia também são utilizadas. Além disso, estudos recentes apontam que a prática de atividade física supervisionada após o tratamento cirúrgico e quimioterápico aumenta significativamente as chances de cura.
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