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Hantavírus: o que é a doença, sintomas e o que se sabe sobre o surto em navio

OMS investiga mortes em cruzeiro, mas descarta risco de pandemia; veja como ocorre a transmissão e formas de proteção

11 mai 2026 - 14h07
(atualizado às 14h14)
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Casos de hantavírus são investigados ao redor do mundo
Casos de hantavírus são investigados ao redor do mundo
Foto: Arman Onal/Anadolu via Getty Images

A Organização Mundial da Saúde (OMS) investiga um surto de hantavírus associado ao navio de cruzeiro MV Hondius, que viajava da Argentina para Cabo Verde. O episódio resultou em três mortes e na evacuação de outros passageiros para hospitais em terra. Apesar do alerta, a entidade e especialistas descartam o risco de uma nova pandemia.

Segundo o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, o risco de propagação para a população global é considerado "extremamente baixo". A transmissão do vírus ocorre majoritariamente pelo contato com roedores, e não de pessoa para pessoa.

O que é o hantavírus e quais os sintomas

O hantavírus é um grupo de vírus transmitido principalmente por roedores silvestres e urbanos. A infecção humana acontece, na maioria das vezes, pela inalação de partículas virais presentes na urina, fezes ou saliva desses animais, que ficam suspensas no ar em ambientes fechados ou mal ventilados.

Nas Américas, a infecção pode evoluir para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), uma condição grave que afeta os pulmões e o coração. Os sintomas iniciais costumam aparecer entre 1 e 6 semanas após a exposição e incluem febre alta, dores musculares, fadiga e dor de cabeça. Com a progressão da doença, o paciente pode apresentar falta de ar severa, tosse e queda de pressão.

O que deve acontecer nos próximos dias

As autoridades sanitárias internacionais concentram os esforços na investigação da origem do surto no cruzeiro. Nos próximos dias, as equipes de vigilância devem mapear os contatos e os trajetos da viagem para descobrir se a infecção ocorreu antes do embarque, durante paradas em terra firme ou dentro da própria embarcação.

A OMS também analisa a possibilidade remota de transmissão entre humanos no ambiente fechado do navio. Embora rara, essa forma de contágio já foi documentada em casos específicos ligados à cepa Andes, identificada na América do Sul, que exige contato íntimo e prolongado com secreções de uma pessoa gravemente doente.

Como se prevenir

Como não existe vacina ou tratamento antiviral específico para a hantavirose, a prevenção baseia-se em evitar o contato com roedores e suas excreções. As principais medidas recomendadas por especialistas incluem:

  • Ventilação: ao entrar em locais fechados há muito tempo (como galpões e cabanas), abra portas e janelas e aguarde pelo menos 30 minutos antes de iniciar a limpeza.
  • Limpeza úmida: nunca varra a seco locais com suspeita de fezes de ratos. Umedeça o chão com água sanitária ou desinfetante para evitar que a poeira contaminada suba.
  • Proteção: utilize luvas e máscaras ao limpar ambientes de risco.
  • Armazenamento: guarde alimentos e rações em recipientes hermeticamente fechados e tampe buracos que possam servir de entrada para roedores.
Fonte: TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial a partir do acervo do Terra e editado pelo nosso time de jornalistas.
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