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Campeã do BBB passa por cirurgia de lipedema: quais as indicações do procedimento?

Amanda Meirelles afirmou ter optado pelo tratamento após anos convivendo com os sintomas da doença

24 set 2025 - 04h59
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Resumo
Amanda Meirelles, campeã do BBB, realizou uma cirurgia para tratar lipedema, condição crônica que causa acúmulo de gordura; o procedimento é indicado em casos avançados e controlado com medidas clínicas.
Amanda Meirelles afirmou ter optado pelo tratamento após anos convivendo com os sintomas da doença
Amanda Meirelles afirmou ter optado pelo tratamento após anos convivendo com os sintomas da doença
Foto: Reprodução/Instagram

Campeã do BBB 23, Amanda Meirelles revelou nesta terça-feira, 23, que passou por uma cirurgia redutora de lipedema nas pernas, condição crônica que causa acúmulo anormal de gordura. Nas redes sociais, a médica e influenciadora explicou que optou pelo procedimento após anos convivendo com sintomas da doença. 

Embora os primeiros relatos da doença sejam datados dos anos 1940, apenas em 2022 o lipedema passou a ter um código no Cadastro Internacional de Doenças (CID). Em entrevista ao Terra, o cirurgião vascular e presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV Nacional), Armando Lobato, explicou que a condição afeta principalmente os membros inferiores e acomete, em sua maioria, mulheres.

Sintomas mais comuns:

  • Dor;
  • Sensação de peso;
  • Inchaço ao longo do dia;
  • Surgimento fácil de hematomas (manchas roxas).

“Muitas pacientes também relatam desproporção corporal, ou seja, mesmo com dieta e exercícios, não conseguem reduzir o volume dessas regiões. Ainda não existe uma causa única definida. Sabemos que há um componente genético importante, já que muitas mulheres têm histórico familiar da doença. Também existe uma relação com fatores hormonais, porque o lipedema costuma se manifestar ou piorar em fases como puberdade, gravidez e menopausa”, explica. 

A classificação ocorre em cinco tipos, de acordo com as áreas afetadas:

  • Tipo I: do umbigo até os quadris;
  • Tipo II: até os joelhos, incluindo as partes lateral e inferior dos joelhos;
  • Tipo III: até os tornozelos com formação de “manguito” de gordura logo acima dos pés;
  • Tipo IV: nos braços
  • Tipo V: apenas do joelho para baixo. 
Embora os primeiros relatos da doença sejam datados dos anos 1940, apenas em 2022 o lipedema passou a ter um código próprio no Cadastro Internacional de Doenças (CID)
Embora os primeiros relatos da doença sejam datados dos anos 1940, apenas em 2022 o lipedema passou a ter um código próprio no Cadastro Internacional de Doenças (CID)
Foto: Picture alliance / Getty Images

Existe tratamento? Quando a cirurgia é indicada?

Sim. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. “No clínico, usamos medidas como roupas compressivas, drenagem linfática, fisioterapia, exercícios físicos e ajustes na alimentação para controlar sintomas”, destaca o especialista. 

Já a intervenção cirúrgica só é indicada em casos avançados, quando o tratamento clínico não surtiu efeito e a mobilidade da paciente está comprometida. “É uma lipoaspiração feita com técnicas específicas para preservar vasos linfáticos. Mas sempre devem ser orientadas por um médico da área”, explica. 

A gordura pode voltar após a cirurgia?

“As células de gordura retiradas não voltam, mas isso não significa que o problema desaparece por completo, principalmente porque é uma doença que ainda não existe cura. Então, com o tempo, ela pode retornar, principalmente se a paciente ganhar peso, pode haver aumento de gordura em outras regiões. Além disso, mesmo após a cirurgia, muitas vezes é necessário manter cuidados clínicos, como o uso de meias de compressão”, orienta Lobato.

Fonte: Portal Terra
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