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Ansiedade: confira dicas para controlar esse transtorno

Especialistas falam que "medo" é o pontapé inicial das crises de ansiedade

8 jul 2021 13h32
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Especialista explica que é importante ficar atento aos próprios padrões de pensamento e observar se são produtivos ou não
Especialista explica que é importante ficar atento aos próprios padrões de pensamento e observar se são produtivos ou não
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

A pandemia alterou o modo de vida das pessoas e com ela alguns transtornos psicológicos começaram a se manifestar ou até mesmo se agravar pelo fato de já existirem e em muitos casos não serem observados. O medo, a angústia, mistura de sensações ruins e pensamentos negativos são sinais que algo não está indo bem e precisa ser cuidado.

A psicóloga, Carine Lopes, da Zero Barreiras, explica que a ansiedade é um mecanismo natural do corpo que vem do instinto de sobrevivência e na dose certa, até faz bem para que haja precaução. "A ansiedade humana se manifesta de maneira diferente, de acordo com estímulos e situações do cotidiano. Na maioria das vezes ela é sempre uma resposta ao medo.

Além disso, a vida moderna trouxe uma série de outros medos, como errar nas atividades do trabalho, ser demitido, não atender expectativas de chefes exigentes demais, não conseguir educar bem crianças desafiadoras, incertezas econômicas, doenças, violência urbana, insucesso nos relacionamentos amorosos.

"O maior problema é quando esses medos impedem que a pessoa enfrente as situações cotidianas com a coragem que precisa. É quando a ansiedade se torna um problema. A pessoa que sofre de ansiedade tem preocupação com tudo o que ela acha que foge ao seu controle e até mesmo com o próprio estado de preocupação.

Já a situação estressante positiva não paralisa, exalta a adrenalina e dá coragem, energia, consciência e confiança para fazer o que é preciso em momentos difíceis da vida. No caso da pandemia, o estado de alerta causado pela ansiedade pode ser um grande aliado ao sair de casa e se atentar em não esquecer a máscara e álcool em gel", complementa.

A psicóloga lembra que as conversas com pacientes giram em torno de as pessoas entenderem que está tudo bem em sentir mais ansiedade e medo diante do cenário em que vivemos. "Quem não se entristeceu é porque não sente empatia e isso é até preocupante. Vivemos um momento de depressão coletiva. Só não podemos ficar paralisados diante dos problemas. Temos que buscar alternativas porque se não os problemas vão aumentando. Gerenciar o estresse é a saída", afirma.

Outra especialista ressalta que os sintomas da ansiedade se apresentam de três formas por meio de pensamentos, reações físicas e/ou sentimentos. De acordo com a psicóloga, Christiane Valle, assim como é possível que o paciente confunda a ansiedade com um ataque cardíaco, o contrário também pode acontecer.

"Os sintomas clássicos da ansiedade são: aumento brusco da sensação de ansiedade e medo, taquicardia e palpitações, aumento da temperatura corporal, sudorese, tremores, medo de morrer e perda de controle, sensação de estar se afogando, falta de ar, pressão ou desconforto no peito, sensação de entorpecimento ou formigamento.

"A principal forma de conseguir controlar a crise é desviar a atenção dos sintomas assim que eles aparecem com o objetivo de evitar o agravamento", finaliza a especialista.

Confira dicas importantes sugeridas pelas especialistas para controlar sua ansiedade:

1 - Fique atento aos próprios padrões de pensamento e observar se são produtivos ou não. Um exemplo é você se preocupar demais com situações que não são controláveis e não estão ao seu alcance ou criar medos excessivos por situações que quase nunca ocorrem em sua vida.

2 - Foque sua atenção no momento presente, isto é, fazer uma coisa de cada vez sem se cobrar muito.

3 - Reserve 30 minutos por dia para pensar em todas as suas preocupações. É importante se permitir pensar livremente, sem repressão ou julgamentos, mas não ultrapasse esse tempo. Aproveite para fazer uma lista das preocupações e imagine ações concretas e específicas para solucioná-las.

4 - Identifique e pratique atividades que prendam a sua atenção e sejam prazerosas para você, como atividade física, brincar com jogos de tabuleiro, costurar, tricotar, tocar um instrumento, ler um livro ou assistir um filme bacana, inspirador, trocar carinho com um pet, ouvir música, contemplar a natureza.

5 - Procure avaliar as situações ou pessoas que você costuma evitar para não se sentir ansioso e ao invés de evitar, tente enfrentá-los. À medida que isso acontece, seu sistema de alarme passa a não ver as situações ou pessoas como tão perigosas e a ansiedade tende a diminuir.

6 - Concentre-se na sua respiração, praticando-a de forma controlada e aceite que pensar e se preocupar faz parte da condição humana. Coisas boas e ruins acontecem independente da intensidade da sua preocupação.

Consultorias: Psicólogas Carine Lopes e Christiane Valle da Zero Barreiras. 

Saúde em Dia
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