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Qual é melhor para leite empedrado? Bolsa quente ou fria?

A especialista explica que o acúmulo de líquido pode favorecer o crescimento de bactérias e aumentar o risco de complicações, como a mastite

15 jan 2026 - 18h37
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o bebê seja amamentado até os seis meses de vida. Dessa forma, conforme o tempo passa, podem acontecer alguns impasses, como o acúmulo do líquido nas mamas, também conhecido como leite empedrado. E neste momento, alguns cuidados se fazem necessários, mas também surgem dúvidas. Então conversamos com a médica obstetra, Dra. Luiza Drumond, para te dar algumas dicas. Confira:

Conforme o tempo passa, podem acontecer alguns impasses, como o acúmulo do líquido nas mamas, também conhecido como leite empedrado
Conforme o tempo passa, podem acontecer alguns impasses, como o acúmulo do líquido nas mamas, também conhecido como leite empedrado
Foto: depositphotos.com / HayDmitriy / Bons Fluidos

Para leite empedrado, é melhor fazer bolsa quente ou fria?

Primeiramente, a especialista explica que o acúmulo de leite pode favorecer o crescimento de bactérias e aumentar o risco de complicações, como a mastite. Para aliviar os sintomas e auxiliar na recuperação, é aconselhável adotar algumas medidas simples. Entre elas, o uso de compressas próprias para os seios, especialmente as atóxicas, que podem ser quentes, mornas ou frias. Vale ressaltar que existe uma temperatura adequada para cada situação.

A temperatura ideal das compressas e quando usar

  • Compressa quente - Esta tem indicações específicas e não deve ser rotineira. Isso porque ela tende a ajudar na descida do leite, facilitando a amamentação ao favorecer a passagem e amolecer o mamilo quando estiver muito tenso. No entanto, em casos de leite empedrado, o calor pode estimular ainda mais a produção e piorar o quadro. Por isso, o uso deve ser pontual e orientado.
  • Compressa fria - Já a segunda é mais indicada, principalmente, nos casos de leite empedrado, pois ajuda a aliviar a dor, reduzir o inchaço e o desconforto. A médica reforça que, em situações específicas (como ducto entupido), o uso deve ser orientado, já que pode dificultar a drenagem. A recomendação é sempre buscar orientação de um obstetra, pediatra ou consultora de amamentação.

Riscos da mastite: sinais de alerta

A mastite pode ser uma complicação do leite empedrado. O acúmulo favorece o crescimento de bactérias e pode levar à infecção. Dessa forma, os sinais de alerta incluem vermelhidão intensa, dor forte, calor local e a presença de secreção purulenta. Nesses casos, é importante procurar atendimento médico para evitar complicações, como o abscesso mamário.

"Além da bolsa fria, a ordenha é fundamental. A extração do leite pode ser feita de forma manual ou com bomba extratora. Esse processo ajuda a drenar a mama que está cheia, aliviando o leite empedrado e reduzindo o desconforto", aconselha.

Por fim, com as orientações adequadas, o leite empedrado tende a melhorar no mesmo dia. Ao agir logo no início, é possível evitar a evolução para quadros mais graves e obter alívio mais rápido.

*Matéria feita em parceria com Rojas Comunicação

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