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Promessas profissionais de Ano Novo: por que a maioria fracassa?

Como transformar promessas em conquistas reais

21 jan 2026 - 10h46
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Alessandra Belfort, juíza federal e especialista em gestão emocional e carreiras, explica por que metas ambiciosas perdem força nas primeiras semanas do ano e como evitar esse ciclo de frustração

Todo início de ano é marcado por promessas profissionais: mudar de emprego, pedir promoção, empreender, estudar mais ou finalmente equilibrar carreira e vida pessoal. No entanto, para a maioria das pessoas, esses planos não sobrevivem ao primeiro bimestre. Mas por que isso acontece tão rápido?

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Foto: Revista Malu

Segundo Alessandra Belfort, juíza federal e especialista em gestão emocional e carreiras, o problema raramente está na falta de capacidade. "O fracasso das promessas profissionais está muito mais ligado à forma como as metas são construídas do que à falta de disciplina ou talento", explica.

Metas irreais e motivação baseada na emoção

De acordo com a especialista, muitas promessas de Ano Novo nascem de um impulso emocional. "O recesso, as comparações nas redes sociais e a expectativa de um 'novo começo' levam as pessoas a criar metas grandiosas, mas pouco conectadas à realidade do dia a dia", afirma Alessandra.

Quando a rotina retorna com força total, o entusiasmo inicial desaparece. "Sem planejamento concreto e sem considerar limitações reais de tempo, energia e contexto, a motivação não se sustenta", destaca.

Falta de clareza e excesso de cobrança

Outro fator decisivo é a falta de clareza sobre o que realmente se quer. "Muitas pessoas dizem que querem 'crescer na carreira', mas não sabem exatamente o que isso significa. Sem objetivos específicos, qualquer obstáculo vira motivo para desistir", explica a juíza.

Além disso, a autocrítica excessiva contribui para o abandono precoce das metas. "Quando a pessoa falha nos primeiros dias, ela interpreta isso como incapacidade pessoal, não como parte natural do processo. Isso gera frustração e paralisação", afirma.

O peso do esgotamento emocional

Alessandra Belfort também chama atenção para o impacto do cansaço emocional acumulado. "Muita gente começa o ano já esgotada. Esperar grandes transformações profissionais sem antes cuidar da saúde emocional é uma armadilha comum", alerta.

Segundo ela, promessas feitas sem considerar o nível de estresse e sobrecarga tendem a fracassar rapidamente. "Não é possível sustentar mudanças profundas quando a pessoa já está operando no limite", diz.

Como aumentar as chances de sucesso

Para evitar que as promessas profissionais morram até fevereiro, a especialista recomenda uma mudança de abordagem. "Metas menores, progressivas e alinhadas aos valores pessoais têm muito mais chance de sucesso do que grandes resoluções genéricas", orienta.

Ela também reforça a importância do autoconhecimento. "Entender seus limites, seu momento de vida e suas reais motivações é fundamental para construir uma trajetória profissional consistente, e não baseada em promessas vazias", conclui Alessandra Belfort.

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