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Por que você fica com mais fome depois de começar a se exercitar

Treinar gasta energia e o corpo responde pedindo reposição, não sabotando seu esforço

19 jan 2026 - 18h55
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Começou a se exercitar e, de repente, a fome aumentou? Isso é normal. O corpo não está "atrapalhando" seu progresso.

O aumento da fome após o exercício é uma resposta natural do corpo ao gasto de energia
O aumento da fome após o exercício é uma resposta natural do corpo ao gasto de energia
Foto: Shutterstock / Sport Life

Ele está se adaptando a um novo gasto energético. Entender esse processo ajuda a comer melhor, manter a constância e evitar frustração.

O exercício muda o gasto de energia

Treinar aumenta o consumo de energia. Mesmo sessões curtas fazem diferença.

Quando isso acontece:

  • o corpo usa estoques de glicogênio;

  • músculos precisam de recuperação;

  • o metabolismo fica mais ativo.

A fome aparece como pedido de reposição.

Hormônios entram em ação

O exercício mexe com hormônios que regulam fome e saciedade.

  • Grelina (fome) pode aumentar após o treino.

  • Leptina (saciedade) pode demorar a sinalizar.

Resultado: vontade de comer logo depois ou horas mais tarde.

Confira também: "Inchaço do fim de semana: o que ajuda de verdade?".

Tipo de treino influencia a fome

Nem todo treino gera a mesma resposta.

Treinos intensos (HIIT, musculação pesada)

  • maior gasto energético;

  • mais microlesões musculares;

  • fome mais intensa no pós-treino.

Treinos moderados (caminhada, bike leve)

  • gasto gradual;

  • fome mais controlável.

Ambos são válidos. O segredo é ajustar a alimentação.

Comer pouco antes do treino aumenta a fome depois

Treinar em jejum ou com alimentação insuficiente pode intensificar a fome no pós.

Isso acontece porque:

  • o corpo já começa em déficit;

  • o treino acelera o consumo;

  • a compensação vem depois.

Planejar um lanche pré-treino simples ajuda a evitar exageros.

Fome não é inimiga do emagrecimento

Sentir fome não significa que o treino "não funcionou".

Pelo contrário:

  • indica uso de energia;

  • sinaliza adaptação;

  • mostra que o corpo está trabalhando.

Ignorar a fome pode:

  • aumentar o risco de exageros depois;

  • prejudicar a recuperação;

  • reduzir a constância.

O que comer para controlar a fome pós-treino?

A combinação certa faz diferença.

Priorize:

  • proteína (recuperação muscular);

  • carboidrato (reposição de energia);

  • água (hidratação).

Exemplos práticos:

  • iogurte com fruta;

  • sanduíche simples;

  • arroz, feijão e proteína;

  • vitamina com leite e banana.

Pouco treino ainda é treino. Pouca comida certa ainda é estratégia.

Quando a fome merece atenção?

Vale observar se:

  • a fome é extrema e diária;

  • há perda de controle frequente;

  • o treino vem acompanhado de cansaço excessivo;

  • o sono piora.

Nesses casos, ajuste volume, intensidade e alimentação.

Constância vence intensidade

Treinar mais não exige comer menos.

Exige comer melhor.

Quando você entende a fome como aliada, o processo fica mais leve. O corpo responde ao cuidado — não à punição.

Sport Life
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