Brasil conquista 38 medalhas e é campeão do Sul-Americano Sub-23 de Atletismo
Seleção soma 18 ouros, sete pratas e 13 bronzes em Santa Fé, na Argentina, e vence as classificações geral, feminina e masculina
O Brasil sagrou-se campeão do 12º Sul-Americano Sub-23 de Atletismo, na Argentina, liderando a pontuação geral com 371 pontos e vencendo as categorias masculina e feminina. A delegação somou 38 medalhas (18 de ouro, 7 de prata e 13 de bronze). Camille Cristina de Oliveira foi eleita a melhor atleta da competição após vencer nos 400 m com barreiras e no revezamento 4x400 m. Outro destaque foi Thiago Ornelas, que bateu o recorde do campeonato ao vencer os 110 m com barreiras em 13s70.
O Brasil confirmou sua hegemonia continental e conquistou o título do 12º Campeonato Sul-Americano Sub-23 de Atletismo, encerrado neste domingo (18), em Santa Fé, na Argentina. Ao longo de três dias de disputas, a delegação brasileira conquistou 38 medalhas, sendo 18 de ouro, sete de prata e 13 de bronze, e somou 371 pontos na classificação geral.
A seleção também venceu as classificações feminina, com 172 pontos, e masculina, com 199. A Argentina terminou na segunda colocação geral, com 242 pontos, enquanto a Venezuela ficou em terceiro, com 178. No feminino, a Argentina foi vice-campeã, com 114 pontos, seguida pela Venezuela, com 97. Entre os homens, o segundo lugar ficou com a Argentina, com 128 pontos, e o Chile completou o pódio, com 88.
Camille Cristina de Oliveira foi eleita a melhor atleta da competição. A brasileira conquistou o ouro nos 400 m com barreiras, com 57s66, e também integrou a equipe campeã do revezamento 4 x 400 m feminino.
Cinco ouros na última etapa
No domingo, último dia do campeonato, o Brasil conquistou cinco medalhas de ouro. Thiago Ornelas venceu os 110 m com barreiras, Renan Gallina foi campeão dos 200 m, Pedro Rafael Modesto ganhou o arremesso do peso, e as equipes brasileiras levaram os títulos dos revezamentos 4 x 400 m feminino e masculino.
Thiago Ornelas, de 22 anos, venceu os 110 m com barreiras em 13s70, com vento contrário de 0,7 m/s, e estabeleceu novo recorde do campeonato. A marca anterior, de 13s74, pertencia ao brasileiro Adrian Vieira, que a havia registrado em 2022, em Cascavel (PR). Atual recordista sul-americano sub-23 da prova, com 13s40, Thiago conquistou seu segundo título continental da categoria, após vencer também em Bucaramanga, na Colômbia, em 2024.
Nos 200 m, Renan Gallina confirmou sua recuperação após uma temporada marcada por lesões e venceu com 20s57. O velocista de 22 anos conquistou seu segundo título sul-americano sub-23 na distância, repetindo o resultado de 2022, em Cascavel. Em 2026, ele também foi campeão brasileiro sub-23 dos 100 m e dos 200 m e conquistou seu primeiro título brasileiro adulto dos 200 m no Troféu Brasil.
No arremesso do peso, Pedro Rafael Modesto venceu com 18,85 m, seu recorde pessoal. O Brasil ainda garantiu a prata com Alessandro Borges Soares, campeão mundial sub-20, que alcançou 18,80 m.
Os revezamentos 4 x 400 m também terminaram com vitórias brasileiras. No feminino, Nykolli Alves da Silva Rangel, Sabrina Gabrieli Pena, Luise Rosa Braga e Camille Cristina de Oliveira marcaram 3min42s81. No masculino, Victor Elias dos Santos, Emerson Vieira do Nascimento, Paulo Henrique Batista e Vinicius Moura Galeno venceram em 3min09s18.
Outros destaques brasileiros
Entre os demais campeões brasileiros da competição estiveram Pedro dos Santos Aparecido, no salto com vara; Karine Estefane Martins, no salto triplo; Benjamin da Silva Oliveira, também no salto triplo; Vinicius Moura Galeno, nos 400 m; e a equipe do revezamento 4 x 100 m misto.
O Brasil ainda conquistou ouros com Alberto Rodrigues dos Santos Filho, no lançamento do disco; Gabriela de Freitas Tardivo, nos 3.000 m com obstáculos; Maria Eduarda de Oliveira, no salto em altura; Débora Ferreira Sabino, no salto com vara; Wandesson Marlhon Gomes Vieira, no salto em altura; Sabrina Gabrieli Pena, nos 800 m; e Maria Eduarda Cândido Teixeira, no salto em distância.
Com 38 medalhas e vitórias nas três classificações por pontos, a seleção brasileira encerrou o Sul-Americano Sub-23 com uma campanha dominante na principal competição continental da categoria.
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