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O segredo da regeneração: Estudo revela como a floresta "volta no tempo" para se salvar

Pesquisa do INMA comprova que florestas secundárias recuperam 95% da diversidade ancestral em oito décadas, mas faz alerta sobre áreas antigas

29 abr 2026 - 10h21
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Florestas que voltam a crescer em áreas desmatadas têm o poder de recuperar quase toda a história evolutiva da Mata Atlântica. Um estudo publicado na revista 'Biological Conservation' revela que essas áreas em regeneração passam a abrigar linhagens de árvores que preservam milhões de anos de evolução. Segundo os pesquisadores, após cerca de 80 anos de recuperação natural, essas matas alcançam 95% da diversidade encontrada em florestas antigas.

Estudo do INMA revela que florestas em regeneração na Mata Atlântica recuperam 95% da história evolutiva em 80 anos, mas áreas antigas seguem essenciais
Estudo do INMA revela que florestas em regeneração na Mata Atlântica recuperam 95% da história evolutiva em 80 anos, mas áreas antigas seguem essenciais
Foto: Canva/Lauri Poldre de Pexels / Bons Fluidos

O renascimento da história na Mata Atlântica

A pesquisa foi liderada pelo Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) e analisou mais de 6.400 árvores no sudeste do Brasil. Os especialistas compararam florestas jovens com áreas maduras para entender como a vida se reorganiza. O resultado mostra que, embora as florestas novas comecem com poucas espécies, a complexidade aumenta drasticamente ao longo das décadas, diminuindo a distância para as matas primárias.

O papel vital das florestas maduras

Apesar do sucesso da regeneração, o estudo faz um alerta fundamental: as florestas maduras são insubstituíveis. Algumas linhagens raras de árvores foram encontradas apenas em áreas preservadas há mais de um século. "Isso significa que a combinação de diferentes estágios de floresta conserva mais diversidade evolutiva do que qualquer um deles isoladamente", destaca o pesquisador Alex Coelho, líder do estudo.

O estudo aponta que deixar a floresta se recuperar sozinha pode ser a estratégia mais barata e eficiente para restaurar o bioma. A proximidade com áreas antigas facilita o transporte de sementes e acelera o processo. Para os cientistas, o foco das políticas públicas deve ser proteger o que restou das matas antigas enquanto se valoriza cada hectare que volta a ficar verde na paisagem.

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