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Na menopausa, os efeitos do álcool no corpo da mulher mudam; entenda

De acordo com ginecologista, devido às alterações hormonais, o consumo de álcool no climatério não somente intensifica os sintomas, como aumenta o risco de condições graves

23 jan 2026 - 13h34
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Em condições habituais, o corpo feminino já reage de forma diferente às bebidas alcoólicas em comparação ao masculino, metabolizando o álcool lentamente e atingindo a embriaguez com maior facilidade. Durante a menopausa, contudo, período marcado por intensas oscilações hormonais que exigem ainda mais do organismo, os efeitos do álcool não somente mudam, como se intensificam.

Segundo ginecologistas, devido às alterações hormonais da menopausa, o consumo de álcool intensifica sintomas e eleva o risco de doenças
Segundo ginecologistas, devido às alterações hormonais da menopausa, o consumo de álcool intensifica sintomas e eleva o risco de doenças
Foto: Pexels/Juan Pablo / Bons Fluidos

Impactos da substância no climatério

De acordo com especialistas, a idade, por si só, já influencia a ação da substância no organismo. No entanto, a combinação com o fim da fase reprodutiva e a sobrecarga para regular o metabolismo deixa o sistema nervoso sensível e gera, consequentemente, impactos em diferentes órgãos. Em seu site, a ginecologista Natacha Machado explica que, inicialmente, o álcool intensifica sintomas comuns da menopausa, como os calorões. Isso ocorre porque a bebida provoca desidratação celular e elevação da temperatura corporal.

Além disso, a ingestão dessas bebidas, ricas em calorias, favorece o ganho de peso, um processo que já tende a ocorrer no climatério, mesmo quando as mulheres mantêm a alimentação habitual. Outro impacto relevante acontece no cérebro e no humor, pois o álcool potencializa as alterações hormonais. Dessa forma, a falta de atenção, os lapsos de memória e o estresse tendem a se acentuar. Como consequência, ainda ocorre a piora do sono e o aumento dos despertares noturnos.

"Muitas mulheres recorrem às bebidas alcoólicas para relaxar, mas é justamente o álcool que influencia no humor e deixa as pessoas mais sensíveis emocionalmente. Ademais, ao beber, a mulher reduz a disposição para atividades básicas do dia a dia", explicou a médica.

Consumo de álcool na menopausa

Segundo Machado, além do aumento dos sintomas, a substância também representa riscos à saúde. Ela explica que os órgãos mais afetados são o fígado e o coração. "O fígado, responsável por metabolizar o álcool, é outra vítima do consumo excessivo. A essa altura da vida, por volta dos 50 anos, o órgão não consegue dar conta de metabolizar tudo que é necessário. O resultado é, de novo, organismo inflamado e mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares", afirma.

Há ainda impactos sobre a microbiota intestinal, já que o composto prejudica a absorção de vitaminas e favorece o crescimento bacteriano desordenado. Como consequência, pode desencadear processos inflamatórios, elevar o risco da síndrome do intestino irritável e agravar quadros de diabetes. Especialistas também apontam maior probabilidade de câncer de mama e de efeitos adversos em mulheres que realizam reposição hormonal.

"Uma coisa é certa: beber no climatério é como jogar álcool na fogueira. Claro que não é proibido beber, mas faça isso com muita moderação. Escolha cuidadosamente o momento para ingerir uma taça de vinho com a parceria ou um drink com as amigas. Jamais faça disso um hábito", aconselhou Natacha Machado.

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Um post compartilhado por André Vinícius (@dr.andrevinicius)

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