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Mulheres Positivas: Maya fala de Guinness Book e grave lesão

22 mai 2019
15h10
atualizado às 15h12
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Nossa mulher positiva é Maya Gabeira, que entrou para o Guinness Book por ser a primeira mulher a surfar a maior onda já registrada na história. O feito foi em janeiro de 2018, quando a atleta surfou uma onda de 20,72 metros na Praia do Norte, em Nazaré, Portugal.

Foto: Carol Wehrs / Divulgação

Também foi na Praia do Norte, em Nazaré - local conhecido por suas ondas gigantes - que a surfista profissional enfrentou o maior desafio de sua carreira. Em 2013 ela machucou a coluna surfando uma onda gigante, passou por inúmeras cirurgias e um extenso processo de reabilitação, visto por ela como sua maior conquista, junto com sua entrada no livro dos recordes, é claro.

Hoje a surfista sonha em morar em um barco e explorar novos esportes. Confira entrevista a seguir.

Como começou sua carreira?

Meu primeiro contato com o surfe foi aos 13 anos, através de alguns amigos de escola, e também de um namorado da época. Eu fazia balé e era muito focada na dança. Aos 12 parei de dançar. Dois anos depois transferi todo aquele foco e paixão que eu tinha pela dança para o surf.

Como surgiu o interesse em surfar ondas gigantes? 

Fui para o Hawaii aos 17 anos e logo me apaixonei pelas ondas grandes. Foi lá que meu foco virou isso. Mas só alguns anos depois que comecei a enxergar surfar ondas gigantes como possibilidade profissional.

Foto: Luiza de Moraes / Divulgação

Qual foi o momento mais difícil da sua carreira?

O momento mais difícil da minha carreira foi logo depois do meu acidente, em 2013, quando comecei a entender a gravidade que era a lesão na minha coluna. A cada cirurgia a situação ficava mais difícil e incerta com relação a minha reabilitação completa e possível volta ao surf.

Como consegue equilibrar sua vida pessoal x vida corporativa/empreendedora? 

Ser atleta é viver o trabalho, porque tudo o que fazemos está correlacionado e acaba tendo consequências, como, por exemplo, sobre o quanto você dorme, a hora que você vai dormir, o que você come, em qual país você está, onde está treinando. É tudo misturado, a vida pessoal e profissional e ainda a performance como atleta. Levo tudo como um trabalho, mas como faço o que gosto, tudo tem prazer envolvido. Mas a realidade é que como atleta praticamente tudo o que fazemos tem consequências em nosso trabalho. Vivemos esse estilo de vida, intenso.

Qual o seu maior sonho?

No momento o meu maior sonho é morar em um barco e começar a surfar no inverno em Nazaré. Também quero explorar o Mediterrâneo no verão, além de praticar outros esportes que também gosto muito, como Foil e Kitesurf, enfim, quero abrir um pouco essa minha janela de interesses.

Foto: Vitor Estrelinha / Divulgação

Qual a sua maior conquista?

Foi superar o trauma do acidente, as minhas lesões e poder voltar para o esporte em alta performance, e depois ainda realizar o sonho de conquistar o recorde feminino e ser a primeira mulher a entrar no Guinness Book no esporte do surf.

Livro, filme e mulher que admira?

Estou lendo agora o 'Becoming', da Michelle Obama, admiro muito ela e o marido dela, o Obama. Filmes, nossa, são tantos! Impossível citar um, sou doida por filmes, assisto tudo e mais um pouco. Mas adoro drama e com certeza é o que mais assisto. Das mulheres, Michelle Obama com certeza está na lista, Jennifer Lawrence eu amo e a minha mãe que admiro muito! Mas existem muitas mulheres no mundo que podem servir de inspiração.

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