Mosquinhas de banheiro são perigosas? Especialistas respondem
Esses insetos se concentram em locais úmidos, onde se alimentam de matéria orgânica em decomposição, como restos de pele e fios de cabelo
Você já entrou no banho e percebeu uma companhia um tanto peculiar, com asas, que parece não se incomodar em dividir o espaço e ainda traz mais amigos consigo? Esses visitantes, popularmente conhecidos como mosquinhas banheiro, tende a se instalar no cômodo a ponto de muitos até se acostumarem com sua presença. Mas, afinal, quem são esses bichinhos? Eles representam algum risco à saúde?
Conhecendo as mosquinhas de banheiro
O inseto, chamado de Psychoda cinerea, pertence à ordem Diptera, que também inclui os mosquitos e pernilongos. Na natureza, ele se desenvolve em locais úmidos, como buracos em troncos de árvores e poças de água. Por isso, quando surge dentro de casa, se concentrar no banheiro, uma das áreas com maior umidade do lar.
"O ralo e o encanamento do esgoto são os cantinhos ideais para a fêmea pôr os ovos: escuros, úmidos e sujos. Na fase larval, a futura mosquinha se alimenta de matéria orgânica em decomposição acumulada nesses locais, como nossos restos de pele e cabelo", explicou a bióloga Kátia Aleixo, em um artigo publicado no site da Associação Brasileira de Estudos das Abelhas.
A presença do inseto no cômodo, contudo, não é motivo de preocupação. Isso porque, segundo especialistas do Instituto Butantan, ele é considerado inofensivo. Ainda assim, os profissionais recomendam evitar levar as mãos à boca ou aos olhos após entrar em contato com a mosca.
"Em casos de acidente com a Psychoda cinerea, ao menor sinal de alergia, procure por ajuda médica especializada", aconselham.
Cuidado com a limpeza!
E, apesar de não apresentarem riscos significativos à saúde, os bichinhos de banheiro sinalizam que o ambiente precisa ser higienizado. Aleixo explica que, ao atingirem a fase adulta, as moscas passam a se alimentar da matéria orgânica acumulada nos azulejos, rejunte, ralo e outros cantos do box.
Dessa forma, a indicação para evitar o seu aparecimento é limpar o cômodo ao menos uma vez por semana, impedindo que elas se desenvolvam e circulem livremente. "A utilização de produtos domésticos, como água sanitária ou qualquer outro que contenha cloro em sua fórmula, é suficiente para a higienização. É importante estar atento também para a limpeza de frestas, canaletas ou qualquer outro lugar onde haja acúmulo de umidade e água", sugeriu a bióloga.
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