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Morte de Gabriel Ganley aos 22 anos acende alerta: entenda os riscos do uso de anabolizantes

Jovem fisiculturista teve morte súbita por doença cardíaca; especialistas explicam como substâncias para ganho muscular podem agravar quadro

26 mai 2026 - 16h00
(atualizado às 16h03)
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O fisiculturista Gabriel Ganley morreu aos 22 anos
O fisiculturista Gabriel Ganley morreu aos 22 anos
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão

A morte do fisiculturista e influenciador Gabriel Ganley, aos 22 anos, no último sábado, 23, reacendeu o debate sobre os perigos do uso indiscriminado de esteroides anabolizantes. O jovem foi encontrado sem vida em seu apartamento na Zona Leste de São Paulo, e o caso segue em investigação.

Embora ainda não haja confirmação oficial de que o atleta utilizava hormônios no momento da morte, a Polícia Civil apreendeu no local medicamentos descritos como possíveis anabolizantes. O atestado de óbito apontou como causa uma morte súbita por cardiomiopatia hipertrófica, associada a edema pulmonar e insuficiência cardíaca congestiva.

O que é a cardiomiopatia hipertrófica

A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença, na maioria das vezes de origem genética, que provoca o espessamento anormal do músculo do coração. A condição dificulta o bombeamento do sangue e pode desencadear arritmias graves durante esforços físicos intensos.

Segundo especialistas, a doença é uma das principais causas de morte súbita em atletas jovens e costuma ser silenciosa. Muitos pacientes não apresentam sintomas até sofrerem um desmaio ou uma parada cardiorrespiratória.

Como os anabolizantes agravam o risco

O uso de substâncias para ganho acelerado de massa muscular atua diretamente no sistema cardiovascular. O cardiologista Antonio Carlos Avanza, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), explica que os esteroides podem causar a hipertrofia do ventrículo esquerdo do coração.

"O uso de esteroides anabolizantes às vezes resulta em uma hipertrofia de ventrículo esquerdo e pode piorar o quadro de uma cardiopatia hipertrófica pré-existente", afirma o médico.

Além disso, os anabolizantes aumentam a pressão arterial. O cardiologista Jorge Zarur Neto, diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), alerta que a substância faz a hipertrofia dos músculos periféricos, mas também pode hipertrofiar a musculatura cardíaca. "Estão abusando muito de anabolizantes no Brasil. Você não sabe de onde vem, quem fabrica, o grau de pureza", adverte.

Pressão estética e romantização

O caso de Gabriel Ganley expõe a pressão por resultados rápidos no fisiculturismo e nas redes sociais. O influenciador, que chegou a defender o fisiculturismo natural no início da carreira, mudou o discurso com o tempo para se adequar às exigências do esporte de alta performance.

Em uma entrevista, Ganley chegou a afirmar que não se importava de "perder 10 ou 15 anos de vida" devido aos efeitos colaterais inevitáveis do uso de esteroides, movido pelo sonho de alcançar o topo da modalidade.

Especialistas defendem campanhas mais rigorosas contra a normalização dessas substâncias na internet, onde a busca pelo corpo perfeito muitas vezes esconde riscos fatais para os jovens.

Fonte: TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial a partir do acervo do Terra e editado pelo nosso time de jornalistas.
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