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Museu da Moda reabre em Paris com exposição de Azzedine Alaïa

A exposição reúne 70 modelos icônicos do estilista e pode ser vista até 26 de janeiro de 2014

28 set 2013 16h31
| atualizado às 16h31
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Após quatro anos fechado para reformas, o Palais Galliera – Museu da Moda de Paris – reabre neste sábado (28) com uma retrospectiva do trabalho Azzedine Alaïa. A exposição reúne 70 modelos icônicos do estilista e pode ser vista até 26 de janeiro de 2014, na capital francesa.

Vestidos usados por Rihanna, Naomi Campbell e Tina Turner fazem parte da exposição, que ressalta o apuro técnico de Alaïa e sua preocupação em sublimar as formas femininas. O estilista de origem tunisiana ficou conhecido nos anos 1980 por seus vestidos moldados ao corpo, mesmo em materiais normalmente mais rígidos, como o couro ou a ráfia.

A exposição se estende ainda a uma sala do Museu de Arte Moderna de Paris, onde vestidos de festa são exibidos junto a obras de Henri Matisse e Daniel Buren. Três dos vestidos expostos na sala Matisse do museu foram criados pelo estilista especialmente para a ocasião.

Trajetória
Com apenas 15 anos, Azzedine Alaïa entrou para a Escola de Belas Artes de Túnis para estudar escultura. À noite, para ajudar a pagar o material de estudos, trabalhava para uma costureira do bairro. Com o tempo, o jovem aprendiz começou a criar peças para mulheres da alta sociedade tunisiana. Os contatos estabelecidos nessa época acabaram por levá-lo a Paris, onde começou a trabalhar nos ateliês de Christian Dior, no final dos anos 1950.

Alaïa abriu seu próprio ateliê em 1964 e passou anos colaborando com outras maisons ou criando peças sob medida para clientes como Arletty ou Greta Garbo. Sua primeira coleção, marcada por muito couro e silhuetas sexy, foi apresentada somente em 1981 e o estilista logo caiu nas graças da imprensa especializada. Quatro anos depois, foi premiado com dois Oscars da Moda e vestiu uma de suas musas, a cantora Grace Jones. Outra musa do estilista, Naomi Campbell estreou nas passarelas em 1986, com apenas 16 anos, em um desfile de Alaïa.

O estilista abandonou o calendário oficial da moda em 1988, passando a apresentar suas novas coleções de acordo com seu próprio ritmo, em sua maison em Paris.

Retomada
Com a exposição “Alaïa”, o Palais Galliera retoma suas atividades após uma reforma que custou mais de 5 milhões de euros (cerca de R$ 15 milhões) à prefeitura de Paris. Por questões técnicas, o museu não terá uma coleção permanente exposta ao público, mas continuará a programação de exposições temporárias. As próximas mostras, previstas para 2014, abordarão a fotografia de moda e a moda dos anos 1950. 

Fonte: Especial para Terra
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