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Megahair e cirurgia plástica: extensões capilares podem representar riscos durante procedimentos cirúrgicos

Entenda como o megahair pode representar riscos relevantes durante cirurgias plásticas, especialmente quando há utilização de bisturi elétrico

27 jan 2026 - 16h34
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O uso de megahair, utilizado para definir extensões capilares, está cada vez mais em alta. Seja para seguir padrões estéticos ou em casos de ausência de cabelo, as mulheres têm recorrido com frequência à técnica.

O uso de megahair pode representar riscos durante procedimentos cirúrgicos
O uso de megahair pode representar riscos durante procedimentos cirúrgicos
Foto: Freepik / Bons Fluidos

No entanto, o que muitas pacientes desconhecem é que esse acessório pode representar riscos relevantes durante cirurgias plásticas, especialmente quando há utilização de bisturi elétrico. O alerta envolve desde queimaduras no couro cabeludo até risco de incêndio no centro cirúrgico.

Os riscos

O megahair pode ser composto por diferentes materiais, como extensões com componentes metálicos (microesferas, anéis ou clipes), extensões adesivas (fitas, cola quente ou cianoacrilato) e fios sintéticos fabricados com materiais como poliéster, nylon ou PBT. Embora amplamente utilizados, esses materiais exigem atenção redobrada no ambiente cirúrgico.

Um dos principais fatores de risco está relacionado ao uso do bisturi elétrico monopolar, amplamente empregado em cirurgias plásticas. Nesse tipo de equipamento, a corrente elétrica sai do instrumento, atravessa o corpo da paciente e retorna por meio de uma placa condutora. Caso haja metal na região da cabeça, como clipes ou microesferas do megahair, a corrente pode se concentrar nesses pontos, provocando aquecimento excessivo.

"Entre as possíveis complicações associadas ao uso de megahair durante cirurgias estão queimaduras no couro cabeludo, que podem evoluir para alopecia cicatricial; úlceras de pressão na região occipital, causadas pela pressão contínua das extensões em procedimentos prolongados; além do risco de fogo, já que colas e materiais sintéticos podem ser inflamáveis ao entrarem em contato com o eletrocautério, especialmente em cirurgias faciais", explica o cirurgião plástico Dr. Fernando Amato, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Orientações

Diante desses riscos, especialistas orientam evitar extensões capilares com componentes metálicos sempre que possível. Quando a retirada não é viável, recomenda-se a preferência pelo bisturi bipolar, que concentra a corrente elétrica apenas entre as pontas do instrumento, reduzindo a dispersão pelo corpo. As diretrizes também indicam proteção adequada da região occipital e posicionamento da placa de dispersão o mais próximo possível do campo operatório.

A remoção do megahair é considerada indispensável em cirurgias longas realizadas em decúbito dorsal (de barriga para cima), nos casos em que há uso de bisturi elétrico monopolar, quando o campo cirúrgico envolve cabeça ou pescoço, ou na presença de clipes, anéis ou microesferas metálicas. Nessas situações, a retirada é a conduta mais segura.

Em casos excepcionais, como urgências médicas ou recusa da paciente, algumas medidas podem ajudar a reduzir os riscos, como o registro da decisão em prontuário, o uso de bisturi bipolar, o acolchoamento reforçado da região occipital e o cuidado para evitar o contato de partes metálicas com superfícies condutoras.

O ambiente cirúrgico não permite a exposição desnecessária a riscos conhecidos e, embora o megahair seja um recurso estético importante para muitas mulheres, sua presença durante a cirurgia plástica pode aumentar significativamente o risco de complicações. Por isso, é fundamental que a paciente informe previamente o cirurgião e a equipe anestésica sobre o uso de extensões ou apliques capilares e realize a remoção antes do procedimento.

*Fonte: Gengibre Comunicação

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