Médico explica 'vício' de Gracyanne Barbosa em atividades físicas: 'Obsessão'
Em entrevista à Contigo!, Dr. João Borzino fala sobre atividades praticadas excessivamente por Gracyanne Barbosa no BBB 25, inclusive no Quarto Secreto
Confinada no BBB 25, Gracyanne Barbosa não deixou de lado suas atividades físicas, mesmo com tantas situações acontecendo à sua volta no reality show da Globo. A musa fitness foi encaminhada para o Quarto Secreto, logo após a eliminação de sua dupla Giovanna Jacobina, e também não ignorou sua paixão pelos exercícios físicos. Em entrevista à Contigo!, o terapeuta Dr. João Borzino, explica os motivos para a influenciadora digital ser "viciada" na prática de musculação.
"A vigorexia, ou transtorno dismórfico muscular, é caracterizada por uma obsessão em alcançar um corpo extremamente musculoso e definido. Esse comportamento pode estar associado a distorções da autoimagem, onde a pessoa nunca se vê suficientemente forte ou magra, apesar dos avanços físicos evidentes. Muitas vezes, essa compulsão está relacionada a fatores psicológicos, como baixa autoestima, necessidade de validação externa e perfeccionismo extremo. No caso de Gracyanne Barbosa, sua exposição pública e a pressão estética podem amplificar essa necessidade de controle sobre o próprio corpo", aponta.
Apesar disso, o especialista esclarece que o limite entre um hábito saudável e um vício está no impacto que esse comportamento causa na vida da pessoa: "Praticar exercícios regularmente é benéfico, mas quando a prática se torna excessiva a ponto de prejudicar relações sociais, saúde e bem-estar mental, já pode ser considerada um vício. Se a pessoa sente angústia extrema ao não conseguir treinar, ignora sinais de exaustão do corpo e prioriza os treinos sobre todas as outras atividades da vida, estamos lidando com um comportamento compulsivo".
"O termo 'vício' geralmente tem uma conotação negativa, pois está ligado à perda de controle sobre um comportamento. No caso da dependência de exercícios, os principais malefícios incluem lesões por esforço repetitivo, sobrecarga articular e muscular, desequilíbrios hormonais, além de impactos psicológicos como ansiedade, isolamento social e transtornos alimentares associados. A pessoa pode desenvolver uma relação destrutiva com a atividade física, enxergando-a como uma necessidade obsessiva, e não mais como algo prazeroso ou saudável", acrescenta.
O terapeuta ainda aponta que a saúde física e a saúde mental são diferentes, mas seguem interligadas. Ou seja, uma pessoa pode aparentar estar fisicamente saudável, mas enfrentar dificuldades emocionais e psicológicas. "No caso da vigorexia, mesmo que a pessoa tenha uma alimentação regrada e um corpo forte, o excesso de controle e a obsessão com a aparência podem indicar um transtorno. O mais importante não é apenas o corpo saudável, mas também uma mente equilibrada, que não dependa exclusivamente do exercício para se sentir bem consigo mesma", diz.
Dr. João Borzino ainda destaca que a compulsão alimentar e a obsessão por exercícios físicos se manifestam de formas opostas, mas que podem estar conectadas entre si. "Ambos os transtornos podem coexistir e estão ligados à imagem corporal distorcida, ao desejo de controle e a fatores emocionais profundos", finaliza.
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