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Maternidade real! Entenda por que não gostar de estar grávida é um sentimento comum e justo

O desabafo de Tainá Militão nas redes sociais levantou um debate necessário sobre as dores, medos e a culpa que surgem durante a gestação

8 jul 2026 - 10h22
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Você já ouviu aquela famosa frase que diz que a gravidez é o momento mais mágico e feliz na vida de qualquer mulher? Com toda a certeza, a chegada de um bebê traz muita expectativa positiva, mas a verdade nua e crua é que o processo gestacional passa longe de ser um conto de fadas perfeito para todas. Muitas gestantes enfrentam enjoos constantes, azia, cansaço extremo e transformações profundas no corpo que geram um baita desconforto. Recentemente, o assunto ganhou força na internet e acendeu um alerta importante sobre a saúde mental feminina.

O desabafo de Tainá Militão sobre gravidez gerou debate. Entenda como a romantização da maternidade gera culpa e cansaço na mulher grávida
O desabafo de Tainá Militão sobre gravidez gerou debate. Entenda como a romantização da maternidade gera culpa e cansaço na mulher grávida
Foto: Reprodução Instagram/@tainamilitao / Bons Fluidos

A quebra de expectativa e a romantização da maternidade

O debate começou após a influenciadora Tainá Militão, esposa do jogador Éder Militão, declarar abertamente em suas redes sociais que não gosta do período da gravidez. Ela fez questão de reforçar que esse sentimento não diminui em nada o amor incondicional que sente pelo filho. De acordo com a psicóloga perinatal, Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, a forte romantização da maternidade imposta pela sociedade faz com que as grávidas carreguem uma culpa esmagadora quando não experimentam uma felicidade plena nessa fase. "Tem milhares de mulheres chorando porque não têm com quem contar e se sentindo culpadas simplesmente por estarem exaustas", relata.

Medo, insegurança e exaustão física são reações completamente humanas e legítimas que precisam de acolhimento em vez de julgamentos ou críticas. Os hormônios da gestação, por sua vez, alteram o equilíbrio emocional, exigindo um olhar cuidadoso. "A idealização pode levar ao isolamento emocional. Mães que não se sentem felizes o tempo todo podem ter dificuldade em expressar seus sentimentos, o que pode piorar problemas de saúde mental, como a depressão puerperal", explica. Por isso, desmistificar esse período e entender que a mulher tem o direito de se sentir cansada é o primeiro passo para garantir uma gestação mais leve e saudável.

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A importância de a grávida construir uma rede de apoio

Para enfrentar a pressão diária de ser uma mãe perfeita, a especialista orienta que aceitar os dias difíceis é fundamental. "E também não há problema em pedir ajuda profissional. A psicoterapia pode ser uma ferramenta valiosa para trabalhar essas emoções e encontrar maneiras de lidar com elas. Ademais, uma rede de apoio pode ajudar com tarefas diárias, oferecer um ombro amigo e compartilhar experiências. Ter um parceiro compreensivo também é fundamental", ressalta.

Em suma, combater a romantização da maternidade é um dever coletivo para evitar o isolamento emocional e problemas sérios como a depressão. Olhar para as grávidas com mais empatia e menos cobranças protege não apenas a saúde da mãe, mas também o desenvolvimento do bebê. Afinal, mães reais têm limites, sentem dores, choram e continuam amando os seus filhos acima de tudo!

Bons Fluidos
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