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Gabriela Prioli explica por que ler pode ser mais relaxante do que passar horas no celular

Entre distração e descanso: entenda como a leitura ajuda o cérebro a recuperar energia

8 jul 2026 - 21h28
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"A paz que você procura está no livro que você não lê". A frase usada por Gabriela Prioli em um vídeo nas redes sociais levantou uma reflexão sobre um hábito cada vez mais comum: buscar descanso no celular, mas terminar o momento de lazer ainda mais cansado.

Gabriela Prioli usou as redes sociais para refletir sobre a diferença entre distração e descanso, defendendo a leitura como uma forma de recuperar a energia mental
Gabriela Prioli usou as redes sociais para refletir sobre a diferença entre distração e descanso, defendendo a leitura como uma forma de recuperar a energia mental
Foto: Reprodução Instagram/@gabrielaprioli / Bons Fluidos

No conteúdo, a apresentadora questiona a ideia de que assistir vídeos, navegar pelas redes sociais ou consumir conteúdos de forma automática seja realmente uma forma de relaxamento. Segundo ela, embora essas atividades possam aliviar o desconforto por alguns minutos, o efeito no cérebro é diferente daquele provocado por práticas consideradas restaurativas, como a leitura.

"Você chega em casa depois de um dia longo e pega o celular só pra relaxar. Quarenta minutos depois, está mais cansado do que antes", comentou Gabriela no vídeo. A reflexão chama atenção para uma diferença importante: enquanto a distração ocupa a mente com estímulos externos, o descanso permite que o cérebro processe informações, organize experiências e recupere energia.

Por que o celular nem sempre traz sensação de descanso?

Para a influenciadora, o consumo constante de conteúdos rápidos pode funcionar como uma forma de afastamento das próprias emoções. Ao preencher todos os momentos de silêncio com estímulos, muitas pessoas deixam de perceber sinais de cansaço, estresse ou necessidade de pausa.

Embora o uso do celular possa proporcionar entretenimento e conexão, os especialistas alertam que o problema aparece quando ele se torna a principal estratégia para recuperar energia. Nesse cenário, o cérebro continua recebendo novas informações, imagens e estímulos, mesmo quando a intenção inicial era descansar.

A diferença, portanto, não está apenas no prazer imediato causado por uma atividade, mas também no efeito que ela deixa depois. Enquanto algumas práticas geram uma sensação passageira de alívio, outras contribuem para uma recuperação mais profunda.

Leitura ativa o cérebro e pode favorecer o bem-estar

Segundo estudos na área da neurociência, a leitura, por sua vez, envolve diferentes regiões do cérebro relacionadas à linguagem, memória, imaginação e processamento emocional. Dessa forma, ao acompanhar uma história ou refletir sobre uma ideia, a mente participa ativamente da experiência.

Especialmente a leitura de ficção pode estimular a empatia e a capacidade de compreender diferentes perspectivas, já que o leitor precisa interpretar emoções, intenções e situações vividas pelos personagens. Além disso, um livro físico, sem notificações ou interrupções constantes, favorece a concentração em uma única atividade. Esse estado de atenção contínua pode ajudar a reduzir a sensação de excesso de estímulos presente na rotina digital.

Descanso ou distração? A diferença está no depois

A principal reflexão trazida por Gabriela Prioli é que nem todo momento de lazer tem o mesmo impacto no corpo e na mente. A distração pode ser uma pausa momentânea, mas nem sempre promove recuperação. Por outro lado, atividades restaurativas, como ler, caminhar, ouvir música ou passar um tempo em contato com a natureza, podem ajudar o cérebro a desacelerar e reorganizar aquilo que foi acumulado ao longo do dia. Em uma rotina marcada pelo excesso de informações, escolher conscientemente como ocupar os momentos de pausa pode se tornar uma forma de autocuidado. Assim, o hábito da leitura aparece não apenas como uma maneira de adquirir conhecimento, mas também como uma oportunidade de voltar a atenção para o presente e criar momentos de verdadeira conexão consigo mesmo.

Como criar o hábito da leitura no dia a dia

Para quem sente dificuldade em trocar o celular por um livro, pequenas mudanças podem facilitar a criação do hábito:

  • Reservar alguns minutos por dia para ler, mesmo que seja apenas um capítulo;
  • Escolher livros sobre temas que realmente despertem interesse;
  • Deixar o celular longe durante a leitura para evitar interrupções;
  • Criar um ambiente confortável e associado ao momento de pausa;
  • Transformar a leitura em um ritual, assim como outros hábitos de autocuidado.

Mais do que uma obrigação, a leitura pode ser uma forma de desacelerar em meio a uma rotina cada vez mais acelerada. Como destacou Gabriela, em um mundo onde a distração se tornou uma opção automática de lazer, escolher um livro pode ser uma maneira de recuperar presença e tranquilidade.

Bons Fluidos
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