Angélica fala sobre envelhecimento dos pais e o impacto emocional de cuidar da família
Em conversa com Fátima Bernardes, a atriz reflete sobre memória, finitude e as mudanças nos papéis familiares ao longo do tempo
O cuidado com os pais na fase adulta e o impacto emocional dessa responsabilidade foram tema de uma conversa entre Angélica Ksyvickis e Fátima Bernardes. O diálogo trouxe reflexões sobre envelhecimento, memória afetiva e as transformações nas relações familiares. Durante a entrevista, Fátima Bernardes falou sobre como muitas pessoas passam a assumir o papel de cuidadoras dos próprios pais. Segundo ela, essa mudança, portanto, também altera a dinâmica entre gerações, já que os filhos crescem e se tornam mais independentes enquanto os pais envelhecem.
"Hoje, a gente cuida dos pais, mas ainda quer cuidar dos filhos, e eles já não querem muito mais", disse Angélica. Ela também destacou que essa fase costuma gerar um sentimento de falta de afeto espontâneo, já que os vínculos mudam com o tempo. Por isso, esse período se torna ainda mais emocional.
Angélica fala sobre memória e saudade dos pais
Angélica compartilhou experiências pessoais relacionadas ao momento que vive com os pais. Ela falou sobre a importância das memórias e sobre como pequenos detalhes do dia a dia despertam lembranças marcantes. A atriz contou que tem vivido uma fase de forte conexão emocional com o passado. Além disso, ela relatou que, ao passar por lugares ou situações simples, acaba lembrando de momentos vividos com os pais.
"Passo na rua e lembro de algum momento que vivi com o meu pai. Aí eu me vejo de frente a uma loja e lembro que eu comprei uma coisa com a minha mãe...eu estou vivendo meio que querendo voltar, sabe?", disse. Além disso, a apresentadora também comentou que os pais estão mais velhos e enfrentam questões de saúde, o que intensifica esse processo de lembrança e cuidado.
Reflexão sobre finitude e ciclos da vida
Durante a conversa, a mãe de Benício também falou sobre a dificuldade de lidar com a ideia de finitude. Esse período da vida lhe traz emoções intensas e, muitas vezes, difíceis de administrar. Ela explicou que sente vontade de revisitar memórias boas como forma de lidar com esse momento.
"Acho que, inconscientemente, querendo reviver memórias boas, porque está tão ruim agora... a gente vê a vida indo e quer manter ela ali, né?", comentou. Fátima respondeu relembrando que esse movimento é natural. Para a jornalista, as fases da vida se alternam e cada uma traz novos desafios emocionais.
Um tema que conecta gerações
A conversa também abordou como os filhos crescem e passam a seguir seus próprios caminhos, enquanto os pais envelhecem e precisam de mais cuidado. Esse contraste, segundo as duas, pode gerar sensação de distância emocional dentro das famílias. No final da conversa, Angélica resumiu o momento como uma fase difícil, mas cheia de aprendizado. "A gente vai vivendo e tentando dar conta", afirmou.
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