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Gravidez é marco na vida de quem se curou de um câncer

3 set 2012
09h23
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A gravidez é um momento mágico na vida de todas as mulheres. Mas conseguir alcançar esse marco depois de uma vitoriosa batalha contra um câncer dá um sabor diferenciado à conquista. A securitária Adriana Mendes Pinto, de São Paulo, acabou de completar 35 anos de vida e se prepara para comemorar, neste mês, o primeiro ano de vida de seu filho. O bebê foi concebido naturalmente logo depois de Adriana se curar de um câncer de mama.

A securitária Adriana Mendes Pinto, de São Paulo, acabou de completar 35 anos de vida e já se prepara para comemorar, neste mês, o primeiro ano de vida de seu filho. O bebê foi concebido naturalmente logo depois de Adriana se curar de um câncer de mama
A securitária Adriana Mendes Pinto, de São Paulo, acabou de completar 35 anos de vida e já se prepara para comemorar, neste mês, o primeiro ano de vida de seu filho. O bebê foi concebido naturalmente logo depois de Adriana se curar de um câncer de mama
Foto: Shutterstock



Os tratamentos contra o câncer, na maioria das vezes, podem tornar o paciente estéril. Nas mulheres, a reserva ovariana pode ser destruída e, para os homens, o tratamento pode acabar com a produção de espermatozoides. Por isso, é comum os médicos sugerirem o congelamento do material genético do paciente antes do início do tratamento. Assim, ele poderá recorrer a uma fertilização

in vitro

(FIV) posteriormente, se necessário. No entanto, em alguns casos, como no de Adriana, a fertilidade se mantém naturalmente, mesmo depois de ser exposta a sessões de quimioterapia e radioterapia.



A securitária tinha 32 anos quando foi diagnosticada com câncer de mama. Na época, a oncologista que acompanhou o caso a aconselhou a fazer o congelamento de seus óvulos. "Fiz a cirurgia para retirada do tumor 20 dias depois do diagnóstico. No intervalo entre a recuperação da cirurgia e o início da quimioterapia, fiz o congelamento dos meus óvulos", relembra Adriana.



Foram oito meses de quimioterapia e mais dois de radioterapia. Passados sete meses do término do tratamento, a oncologista anunciou que Adriana estava curada e que poderia engravidar. A securitária engravidou naturalmente em janeiro de 2011. Apesar disso, ela conta que fazer o congelamento dos óvulos deu mais força durante o tratamento. "Me senti mais segura. Eu contava com a ajuda divina para que tudo desse certo, mas tinha ciência de que também tinha uma parte a cumprir. E, tomando todas as precauções, sentia que estava fazendo tudo que estava ao meu alcance", afirma.



Hoje, prestes a comemorar o primeiro ano de vida do filho, a securitária confessa que é uma mãe protetora e que o menino é o maior presente que poderia ter ganhado depois de vencer a batalha contra o câncer. "Hoje, eu sou uma pessoa diferente em tudo. Mas o que aconteceu me ensinou a me preparar para esse momento de forma diferente. O bebê é um presente que requer muita responsabilidade. Ele é muito valioso para nós Adriana e o marido", diz ela. "Ainda estamos aprendendo a relaxar", brinca.



Gravidez após a cura

A literatura médica, segundo Solange Moraes Sanches, oncologista clínica do Hospital A.C.Camargo, de São Paulo, explica que a paciente portadora de câncer pode começar a tentar engravidar entre seis meses e dois anos depois do término do ciclo de tratamento. O especialista que conhece o caso é quem define o prazo ideal. Ela pode conseguir engravidar naturalmente ou por meio de uma fertilização

in vitro

, seja com óvulos próprios congelados, ou com óvulos de doadora anônima.



De acordo com a oncologista, o pré-natal dessa gestante será o mesmo de qualquer outra. "Não existe uma maior taxa de complicação durante a gravidez ou no parto. O bebê também não é prejudicado por conta do histórico da mãe", explica Solange. O único detalhe é o acompanhamento com o oncologista, que teria de ser feito mesmo se a mulher não tivesse engravidado.



Para Solange, a gravidez para uma mulher que venceu a luta contra um câncer pode ser um marco de renascimento. "É uma constatação de que ela está viva e de que não perdeu nenhuma fase da vida por conta do câncer. É um prêmio", conclui.



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Fonte: Cross Content
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