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Especialista diz que excesso de peso é problema metabólico

Até 2030, o número de mulheres com obesidade no Brasil deverá crescer 46%, segundo indicadores que avaliam a doença no mundo.

10 fev 2026 - 19h07
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Para Carolina Faiad, avanço da obesidade vai além da falta de disciplina: envolve metabolismo e estilo de vida

O Brasil está engordando — e cada vez mais cedo. Dados do Atlas Mundial da Obesidade 2025, divulgado pela Federação Mundial da Obesidade (World Obesity Federation), mostram que 68% da população brasileira vive hoje com excesso de peso. Desse total, 31% já têm obesidade e 37% estão na faixa de sobrepeso. Essa faixa de sobrepeso deixou de ser exceção para se tornar regra em diferentes faixas etárias.

De acordo com a Federação Mundial da Obesidade, 68% da população brasileira está com excesso de peso
De acordo com a Federação Mundial da Obesidade, 68% da população brasileira está com excesso de peso
Foto: FreePik / Revista Malu

Obesidade no Brasil

As projeções reforçam o sinal de alerta. Isso porque, até 2030, o número de homens com obesidade no país pode crescer 33,4%, enquanto entre as mulheres o avanço estimado é ainda maior: 46,2%. O que agrava o cenário é o sedentarismo, uma vez que entre 40% e 50% da população adulta brasileira não pratica atividade física na frequência e intensidade recomendadas. Com isso, forma-se um ambiente favorável ao ganho de peso precoce e persistente.

Desajuste metabólico

Para Carolina Faiad, coordenadora de nutrição da Clínica Seven, os números expõem um problema que vai além das escolhas individuais. "Esses dados mostram que estamos lidando com um desajuste metabólico coletivo. Isso é resultado de rotinas que combinam alimentação inadequada, sedentarismo, estresse crônico, privação de sono e estratégias de emagrecimento genéricas que não se sustentam", explica a especialista.

Na prática clínica, o reflexo é claro: pacientes cada vez mais jovens chegam aos consultórios relatando dificuldade para perder peso ou manter resultados ao longo do tempo. Segundo Carolina Faiad, a insistência em dietas padronizadas, protocolos da moda e soluções rápidas costuma agravar o problema. "Quando o metabolismo não é compreendido, o corpo entra em ciclos de restrição e compensação. Isso favorece o efeito sanfona, aumenta o acúmulo de gordura e torna o emagrecimento cada vez mais difícil", afirma.

Cuidado individualizado

Por isso, o conhecimento do próprio metabolismo vem ganhando protagonismo. Carolina Faiad defende a personalização do método de emagrecimento, com avaliações que consideram composição corporal, rotina, comportamento alimentar e nível de atividade física. Em casos específicos, essas avaliações registram ainda as predisposições genéticas.

A partir desse mapeamento, segundo ela, é possível ajustar o plano alimentar e o acompanhamento de maneira contínua. Assim, o foco deixa de ser apenas a perda de peso, englobando, sobretudo, a melhora do funcionamento do organismo.

"Ao invés de impor regras universais, o cuidado passa a ser individualizado, respeitando como cada corpo responde aos estímulos", destaca ela. Para a profissional, entender o metabolismo de cada paciente permite criar estratégias possíveis de manter ao longo do tempo, uma preparação importante em um país em que o excesso de peso começa cada vez mais cedo.

Edição: Fernanda Villas Bôas

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