Enquanto especialistas em culinária debatem se o arroz deve ser lavado, a ciência resolveu o debate há muito tempo
Pesquisas demonstram que pequenos cuidados no preparo do arroz podem influenciar saúde e qualidade do alimento
O arroz é uma fonte importante de nutrientes para milhões de pessoas no mundo, e há quase tantos pratos, técnicas e formas de prepará-lo quanto lares que o consomem. Entre tradição e prática culinária, surge uma pergunta que volta com frequência: devemos lavar o arroz antes de cozinhá-lo?
O principal motivo para deixar o arroz de molho é limpá-lo de impurezas e possíveis contaminantes. Tradicionalmente, esse passo servia para eliminar desde insetos até pequenas pedras que pudessem estar misturadas ao grão. Hoje, porém, os controles de qualidade tornam essa limpeza, na maioria dos casos, desnecessária.
O contaminante mais relevante atualmente é o arsênico. Em países desenvolvidos, onde o arroz não representa uma parcela significativa do aporte de nutrientes, o risco é menor. Mas em regiões onde ele é fonte relevante de ferro ou zinco, o cuidado é maior. Esse elemento aparece com certa frequência no arroz e limita a quantidade considerada segura para consumo.
Segundo um estudo da OCU e os limites estabelecidos pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA), uma pessoa adulta de 70 quilos poderia consumir com segurança até 160 g de arroz integral ou 280 g de arroz branco por dia sem ultrapassar os limites recomendados de arsênico.
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