Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Polvo e língua: quais alimentos são indicados na introdução alimentar

Entenda o que é seguro para o bebê, quais alimentos priorizar e o que evitar durante a introdução alimentar.

20 fev 2026 - 13h23
Compartilhar
Exibir comentários

Quando o assunto é introdução alimentar, os vídeos nas redes sociais chamam muita atenção.

Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Saúde em Dia

Recentemente, uma empresária mostrou o bebê de seis meses comendo polvo, língua de boi e até carne de rã.

As imagens viralizaram. Muita gente achou curioso. Outras pessoas ficaram com dúvida e até preocupação.

A pergunta aparece logo: isso pode na introdução alimentar? A resposta dos especialistas é mais cuidadosa do que um simples "sim" ou "não".

Polvo e língua na introdução alimentar: o que diz a pediatra

A pediatra Maria de Fátima Alves Soares Mota, do Hospital Saint Patrick, explica que a orientação segue evidências científicas. Ela também está alinhada às diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria para introdução alimentar.

Segundo a médica, aos seis meses o bebê já pode começar a comer outros alimentos além do leite.

Mesmo assim, o sistema digestivo ainda é imaturo. O risco de engasgo, alergias e contaminação é maior nessa fase.

Por isso, alimentos como polvo, língua e rã até podem ser oferecidos em teoria. Mas não são as melhores escolhas para o início da introdução alimentar. Eles não trazem vantagem nutricional em relação às carnes comuns, e ainda aumentam alguns riscos.

Por que alguns alimentos não são ideais no começo

Texturas fibrosas ou elásticas, como as do polvo e da língua, podem dificultar a mastigação. Mesmo quando o bebê usa só a gengiva, a chance de engasgo aumenta.

Existe também o risco de contaminação por bactérias e parasitas. Esse risco cresce quando a carne não está bem cozida ou bem manipulada.

Outro ponto é a sobrecarga digestiva. Preparos com muito sal ou gordura são difíceis para o organismo do bebê. Eles podem causar desconforto, irritação e até reações alérgicas.

A pediatra reforça: o bebê não precisa de alimentos exóticos para ter boa nutrição. Comida simples, bem feita e adequada à idade é suficiente.

Como fazer a introdução alimentar de forma segura

A introdução alimentar deve começar por volta dos seis meses completos. O aleitamento materno, quando possível, continua junto dessa fase.

O ideal é que o processo seja gradual. O bebê precisa de tempo para conhecer sabores, cheiros e texturas.

A orientação é apresentar um alimento novo de cada vez. Assim fica mais fácil perceber se algo causa alergia ou desconforto.

Os pais também devem observar sinais de fome e saciedade. Se a criança virar o rosto ou recusar, não é preciso insistir naquele momento.

O que oferecer na introdução alimentar: frutas, legumes e proteínas

Frutas na introdução alimentar

As frutas costumam ser o primeiro contato do bebê com a comida de verdade. Na introdução alimentar, elas podem ser oferecidas amassadas ou em pedaços grandes e bem macios, que a criança consiga segurar e levar à boca com segurança.

Banana, mamão, pera, maçã cozida ou raspada, abacate e outras frutas maduras são boas opções.

O ideal é usar a fruta in natura, sem açúcar, sem mel e sem misturas industrializadas.

Legumes, verduras e tubérculos

Legumes e verduras entram cedo na introdução alimentar e ajudam a formar o hábito de comer "comida de verdade".

Eles devem ser cozidos até ficarem bem macios e depois oferecidos amassados ou em pedaços grandes, fáceis de amassar com a gengiva.

Abóbora, cenoura, chuchu, abobrinha e outros legumes simples funcionam muito bem.

Tubérculos como batata, mandioquinha e inhame também podem fazer parte do prato, sempre bem cozidos e sem sal.

Grãos, cereais e leguminosas

Arroz, macarrão simples e outros cereais podem aparecer nas principais refeições da introdução alimentar. Eles devem estar bem cozidos e podem ser servidos junto com legumes e proteínas.

Feijão, lentilha e outras leguminosas são importantes fontes de ferro e proteína.

Nessa fase, é melhor oferecê-los bem cozidos e amassados, para facilitar a aceitação e a digestão.

Carnes e ovos bem cozidos

Carnes fazem parte da introdução alimentar porque contribuem com ferro e outros nutrientes.

Elas devem ser muito bem cozidas e oferecidas desfiadas, picadas ou moídas, sempre em pedacinhos macios.

Frango desfiado, carne bovina bem cozida e carne moída simples costumam ser boas escolhas.

O ovo também é permitido, desde que esteja totalmente cozido, com a gema firme, sem sal e sem fritura.

Água e temperos naturais

A partir do início da introdução alimentar, a água deve ser oferecida em pequenos goles, principalmente após as refeições. Ela ajuda na hidratação e na adaptação do bebê à nova fase.

Para temperar, a orientação é usar apenas temperos naturais, como alho, cebola e ervas.

Nada de caldos prontos, molhos industrializados ou excesso de sal. Assim, o bebê aprende a sentir o sabor real dos alimentos e começa a construir uma relação saudável com a comida.

O que evitar até 1 ano de idade

Sal, açúcar e mel

Até 1 ano, o bebê não deve consumir sal. O organismo ainda é imaturo e o excesso de sódio pode sobrecarregar rins e alterar o paladar.

O açúcar também não é indicado nessa fase. Ele aumenta o risco de cáries, obesidade infantil e cria preferência por sabores muito doces desde cedo.

O mel é proibido antes dos 12 meses. Mesmo sendo natural, ele pode conter esporos de bactérias que causam botulismo infantil, uma infecção rara, porém grave.

Frituras e ultraprocessados

Frituras não combinam com introdução alimentar. Elas têm alto teor de gordura e não trazem benefício para o bebê.

Alimentos ultraprocessados também devem ficar fora do prato. São produtos cheios de aditivos, corantes, conservantes e sal em excesso. Eles não foram pensados para a rotina de um bebê e podem prejudicar a saúde a curto e longo prazo.

Refrigerantes, sucos prontos e outras bebidas açucaradas

Refrigerantes, mesmo em pequena quantidade, não são adequados para crianças menores de 1 ano.

Eles concentram açúcar, aditivos e gás, sem oferecer nutrientes importantes.

Sucos industrializados também devem ser evitados. Assim como outras bebidas açucaradas, podem alterar o apetite do bebê e atrapalhar o consumo de alimentos mais nutritivos.

Nessa fase, a prioridade de líquidos é leite (materno ou fórmula, conforme orientação) e água.

Embutidos e carnes processadas

Salsicha, presunto, peito de peru e outros embutidos não são indicados no primeiro ano de vida. Esses produtos costumam ter muito sal, gordura e aditivos químicos.

Mesmo em pequenas porções, não são boas opções para quem está começando a formar hábitos alimentares. As melhores escolhas são as carnes frescas, bem cozidas e sem excesso de tempero.

Café, chás estimulantes e outras bebidas com cafeína

Café, chás com cafeína e energéticos não devem ser oferecidos ao bebê. Eles podem interferir no sono, na frequência cardíaca e no desenvolvimento da criança.

Mesmo alguns chás que parecem "inocentes" podem ser inadequados. Por isso, a orientação é evitar bebidas estimulantes e sempre conversar com o pediatra antes de oferecer qualquer tipo de chá.

Introdução alimentar não é lugar de modismo

Vídeos com polvo, língua e outros alimentos "inusitados" podem parecer divertidos. Eles rendem comentários, curtidas e compartilhamentos.

Mas a introdução alimentar não deve ser guiada por modismos de internet. Ela é um momento importante do desenvolvimento. Envolve segurança, nutrição e educação alimentar.

A prioridade é que o bebê crie uma relação saudável com a comida. Isso começa com escolhas simples, seguras e adequadas à idade.

Em caso de dúvida, o melhor é sempre conversar com o pediatra da criança. Cada bebê é único. O profissional pode orientar de forma personalizada, com base em ciência, e não em tendência de rede social.

Saúde em Dia
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade