De 96 a 112 cm: como a remodelação glútea funciona?
Musa do carnaval revelou ter aplicado 450 ml de produto em cada lado; especialistas explicam as técnicas e os limites de segurança
A preparação para o Carnaval vai muito além do samba no pé. Recentemente, a musa e influenciadora Raissa Souza revelou uma transformação corporal impressionante: seu quadril saltou de 96 cm para 112 cm. O segredo? Um procedimento conhecido como remodelação glútea.
Segundo a própria influenciadora, o processo não foi imediato. Foram dois anos de tratamento, com aplicações graduais de 50 a 80 ml por sessão, totalizando cerca de 450 ml de produto em cada glúteo.
O resultado visualmente impactante levanta dúvidas sobre como essas técnicas funcionam e, principalmente, quais são os limites para a saúde.
O que é a remodelação glútea
A remodelação glútea é um conjunto de intervenções estéticas que visam alterar o formato, o volume e a sustentação do bumbum. Diferente da cirurgia de prótese de silicone (gluteoplastia), ela é minimamente invasiva e feita em consultório, mas isso não significa isenção de riscos.
O que é injetado?
Para alcançar grandes volumes sem cirurgia, os médicos utilizam preenchedores. Atualmente, o mercado oferece substâncias absorvíveis (como o ácido hialurônico corporal) e definitivas (como o PMMA, ou polimetilmetacrilato).
No caso de volumes muito altos, como o da musa fitness, o custo do ácido hialurônico (material mais seguro e biocompatível) seria astronômico. Por isso, muitas pacientes recorrem aos materiais definitivos ou bioestimuladores de colágeno em alta escala.
É crucial entender a diferença:
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Ácido Hialurônico: dá volume imediato, é seguro e o corpo absorve com o tempo.
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Bioestimuladores: melhoram a flacidez e celulite, mas dão pouco volume "explosivo".
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PMMA (Bioplastia): confere volume definitivo e estrutural, mas é polêmico e exige cautela extrema devido ao risco de complicações tardias.
O perigo do "volume extra"
O caso de Raissa chama atenção pela quantidade: 900 ml totais (somando os dois lados). Especialistas alertam que injetar grandes volumes em uma região vascularizada exige perícia técnica.
O glúteo possui vasos sanguíneos importantes. Logo, se o produto for injetado dentro de um vaso (embolia) ou comprimi-lo excessivamente, pode haver necrose de pele e tecidos profundos.
A estratégia da musa de realizar o procedimento em etapas, ao longo de dois anos, é considerada mais segura do que aplicar tudo de uma vez. Dessa forma, a pele e os tecidos se acomodam ao novo volume.
Pós-procedimento e manutenção
Quem vê o resultado na avenida não imagina a disciplina necessária nos bastidores. A remodelação glútea exige um pós-procedimento rigoroso para evitar que o material migre ou cause deformidades.
Nas primeiras semanas, é comum a proibição de sentar diretamente sobre a área tratada ou dormir de barriga para cima. O uso de cintas compressivas também faz parte da rotina para moldar o formato desejado, especialmente em aumentos expressivos como o de 96 para 112 cm.
Não existe milagre sozinho
A própria Raissa Souza destacou em suas redes que o procedimento estético não trabalha sozinho. "Estou muito mais seca, o bumbum não tem mais gordura", afirmou.
Isso mostra que, preenchedores dão o contorno, mas a qualidade da pele e do músculo depende do estilo de vida. A musculação é vital para sustentar o peso extra colocado no bumbum e evitar que a gravidade cause uma queda precoce (ptose) dos tecidos preenchidos.
Antes de decidir fazer a remodelação glútea, a recomendação é buscar um médico especialista. Além disso, é importante verificar o produto que será usado (exija ver a embalagem fechada) e alinhar expectativas reais com a anatomia do seu corpo.