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Gastronomia japonesa se moderniza, mas etiqueta continua tradicional

19 fev 2010 - 18h08
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A culinária japonesa já faz parte da diversidade gastronômica brasileira e vem ganhando cada vez mais adeptos. Mesmo assim há muito a ser descoberto. Para isso, desta sexta (19) a 10 de março, 21 empresas japonesas promovem a degustação de 32 produtos em São Paulo a fim de incrementar o consumo de ingredientes ainda pouco usados por aqui.

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Enquanto novos sabores são incorporados e adaptados ao paladar brasileiro, a etiqueta na hora de servir ou comer pratos típicos deve seguir algumas regras, demonstrando respeito pela comida e pelo ritual que significam as refeições para os orientais. "Não houve tantas mudanças na etiqueta quanto no uso de produtos e preparo dos alimentos", disse Lumi Toyoda, consultora empresarial, pesquisadora da cultura, etiqueta social e empresarial japonesa e especialista em reeducação comportamental.Entre as regras está um acessório emblemático na cultura japonesa: o hashi, que não deve ser manuseado de algumas formas, como explica a consultora, que dá ainda outras dicas.

Hashi

Há movimentos que são proibidos com o hashi, os pauzinhos usados para levar os alimentos à boca. Primeiro, nunca se deve usá-lo como um garfo, ou seja, espetá-lo na comida. Essa atitude só é permitida nos oratórios, templos budistas ou shintoístas, em homenagem às pessoas que já morreram.O contato do utensílio é feito apenas com a comida. Não se deve usar o hashi para empurrar ou puxar louças nem para apontar para a comida. Lumi ensina que se escolhe a comida com os olhos e se usa o hashi apenas para pegá-la. "Também não fique mexendo no prato para escolher o que vai pegar. Agarre somente o que vai comer."

Segundo a consultora, quem não é hábil em comer com os pauzinhos, deve demonstrar a gentileza de tentar, mas não é pecado pedir talheres comuns para comer. Ao começar a refeição com um tipo, termine o prato assim. Não use hashi para comer sushi e garfo para pegar o arroz, por exemplo. O uso de elástico no hashi é permitido, e existem alguns que já vêm colados.

Porções

Diversos pratos da culinária japonesa já vêm em porções que cabem na boca, portanto não é preciso cortá-los. É o caso do sushi e do sashimi, só para citar os mais conhecidos. No caso de outras receitas, como o harumaki, mais conhecido como rolinho primavera, podem ser cortados com o hashi.

Saquê

A regra de etiqueta que envolve a bebida típica pode virar motivo de piada à mesa. O saquê deve ser servido por outra pessoa e não por você mesmo. Por quê? "Só se serve o saquê quem está com dor de cotovelo", disse Lumi.

Segurando a louça

Todos os objetos, como xícaras ou tigelas, devem ser segurados com as duas mãos. "Isso demonstra respeito a coisas importantes e tudo o que vai à mesa é importante", afirmou a consultora. Portanto ao tomar missoshiro ou o caldo do lamen segure a tigela com ambas as mãos. No caso de manusear itens pequenos, segure a peça com uma das mãos e use a outra para apoiar sua base. Isso serve também no caso do massu, aquele recipiente quadrado usado para o saquê frio; e para o tyoko, para o saquê quente. O mesmo vale para xícaras de chá. Segundo o código de conduta dos samurais no século 16, servir com a mão direita significa que se trata de um aliado, e a esquerda um inimigo, mas essa regra não precisa ser seguida.

Modo de servir

Se fizer um jantar japonês para receber amigos, a forma de servir pode ser feita de acordo com a vontade do anfitrião, tipo da festa ou até mesmo do espaço disponível. É possível oferecer os pratos em recipientes separados, estilo finger food, ou montar um bufê com serviço americano.

Toalha quente

A toalhinha oferecida logo ao sentar à mesa serve para limpar as mãos, mas também pode ser usada no rosto. Além de ser um hábito comum no Japão, por aqui certamente oferece alívio nesses dias de forte calor.

Utilização dos molhos

Segundo recomenda o famoso chef japonês Nobu Matsuhisa, o molho de soja deve ser colocado sobre o peixe e não no arroz no caso do sushi. Isso evita que ele desmanche. E nunca em excesso. E esse e outros molhos sempre vão melhor sobre o peixe cru. Mas nos sushis com alga e recheio de legumes não se deve colocar shoyu.

Fonte: Especial para Terra
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