Consumidora encontra inseto em pacote de macarrão; saiba o que fazer
Empresa recomenda o descarte do produto e contato com o SAC para reposição, 'apesar de não haver risco'
Uma leitora do Terra foi surpreendida ao encontrar um inseto dentro de uma embalagem de macarrão da marca Adria, pouco antes de preparar o alimento. Ao abrir o pacote, se deparou com ovos e com um caruncho, também conhecido como gorgulho, vivo em meio aos fios de macarrão.
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À reportagem, a M. Dias Branco, controladora da marca Adria, informou que, 'apesar de não haver risco à saúde', a indústria recomenda o descarte do produto contaminado e o contato com o SAC para registro da ocorrência e realização da reposição do produto.
A empresa informou, ainda, que conta com um Programa de Controle Integrado de Pragas, conduzido por uma empresa especializada e qualificada, que realiza inspeções periódicas e tratamentos químicos específicos para interromper o ciclo de desenvolvimento de pragas como o caruncho.
"Além disso, durante o processo fabril, os produtos são submetidos a condições de alta pressão e temperatura, capazes de eliminar riscos de contaminação. Também mantemos um rigoroso Programa de Boas Práticas de Armazenagem em nossos Centros de Distribuição", destacou a M. Dias Branco.
Associados à produção agrícola, os carunchos podem sobreviver em pacotes de alimentos. O resultado mais evidente da presença desses insetos é a quebra de mercadoria, além da ameaça à segurança sanitária dos estabelecimentos.
Mais habitualmente encontrados em grãos como feijão, arroz e milho, os carunchos também podem infestar produtos industrializados, como massas, biscoitos, farinhas e rações animais. O ciclo de vida desses insetos é de cerca de 30 dias.
Eles também têm a capacidade de infestar produtos já embalados e estocados, pois conseguem perfurar embalagens de maneira discreta, deixando os furos imperceptíveis. Embora causem a deterioração de alimentos, eles não representam risco ao consumidor, pois não são vetores de doenças nem produzem toxinas.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por sua vez, tolera fragmentos de insetos na comida industrializada, uma vez que a cadeia produtiva nunca fica completamente livre de invasores, seja na fabricação, transporte ou armazenamento.
No entanto, a agência considera que o risco de intoxicação ou transmissão de doenças é inexistente, já que os alimentos são submetidos a temperaturas elevadas e outros procedimentos que eliminam a maior parte dos microorganismos.
Além disso, a resolução Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 14 de 2014 da Anvisa estabelece uma quantidade máxima para matérias estranhas macroscópicas e microscópicas em comidas e bebidas, como fragmentos de insetos e pelos de roedores.
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