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Consumidora encontra inseto em pacote de macarrão; saiba o que fazer

Empresa recomenda o descarte do produto e contato com o SAC para reposição, 'apesar de não haver risco'

11 mai 2026 - 17h49
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Consumidora encontra inseto em pacote de macarrão; saiba o que fazer
Consumidora encontra inseto em pacote de macarrão; saiba o que fazer
Foto: Imagens cedidas ao Terra

Uma leitora do Terra foi surpreendida ao encontrar um inseto dentro de uma embalagem de macarrão da marca Adria, pouco antes de preparar o alimento. Ao abrir o pacote, se deparou com ovos e com um caruncho, também conhecido como gorgulho, vivo em meio aos fios de macarrão. 

À reportagem, a M. Dias Branco, controladora da marca Adria, informou que, 'apesar de não haver risco à saúde', a indústria recomenda o descarte do produto contaminado e o contato com o SAC para registro da ocorrência e realização da reposição do produto. 

A empresa informou, ainda, que conta com um Programa de Controle Integrado de Pragas, conduzido por uma empresa especializada e qualificada, que realiza inspeções periódicas e tratamentos químicos específicos para interromper o ciclo de desenvolvimento de pragas como o caruncho. 

"Além disso, durante o processo fabril, os produtos são submetidos a condições de alta pressão e temperatura, capazes de eliminar riscos de contaminação. Também mantemos um rigoroso Programa de Boas Práticas de Armazenagem em nossos Centros de Distribuição", destacou a M. Dias Branco. 

Associados à produção agrícola, os carunchos podem sobreviver em pacotes de alimentos. O resultado mais evidente da presença desses insetos é a quebra de mercadoria, além da ameaça à segurança sanitária dos estabelecimentos. 

Mais habitualmente encontrados em grãos como feijão, arroz e milho, os carunchos também podem infestar produtos industrializados, como massas, biscoitos, farinhas e rações animais. O ciclo de vida desses insetos é de cerca de 30 dias. 

Eles também têm a capacidade de infestar produtos já embalados e estocados, pois conseguem perfurar embalagens de maneira discreta, deixando os furos imperceptíveis. Embora causem a deterioração de alimentos, eles não representam risco ao consumidor, pois não são vetores de doenças nem produzem toxinas. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por sua vez, tolera fragmentos de insetos na comida industrializada, uma vez que a cadeia produtiva nunca fica completamente livre de invasores, seja na fabricação, transporte ou armazenamento. 

No entanto, a agência considera que o risco de intoxicação ou transmissão de doenças é inexistente, já que os alimentos são submetidos a temperaturas elevadas e outros procedimentos que eliminam a maior parte dos microorganismos. 

Além disso, a resolução Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 14 de 2014 da Anvisa estabelece uma quantidade máxima para matérias estranhas macroscópicas e microscópicas em comidas e bebidas, como fragmentos de insetos e pelos de roedores. 

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Fonte: Portal Terra
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