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Whatsapp cria recurso com controle parental para crianças; entenda

Nova ferramenta permite que pais acompanhem contatos, grupos e configurações de privacidade do aplicativo usado por filhos menores

16 mar 2026 - 22h09
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O uso de aplicativos de mensagens por crianças e adolescentes se tornou cada vez mais comum nos últimos anos. Pensando nisso, o WhatsApp anunciou uma nova ferramenta que permite que pais ou responsáveis acompanhem e configurem o uso do aplicativo pelos filhos menores.

WhatsApp lança contas supervisionadas para crianças; pais poderão controlar contatos, grupos e privacidade no aplicativo 
WhatsApp lança contas supervisionadas para crianças; pais poderão controlar contatos, grupos e privacidade no aplicativo
Foto: Reprodução: Canva/charliepix / Bons Fluidos

A novidade, chamada de contas supervisionadas, foi criada para oferecer uma experiência mais segura para usuários mais jovens, permitindo que famílias estabeleçam limites e acompanhem algumas atividades dentro do aplicativo.

Como funcionam as contas supervisionadas

O novo sistema conecta o celular da criança ao aparelho de um responsável. Para ativar o recurso, os dois dispositivos precisam estar próximos durante a configuração inicial. O processo começa com a leitura de um QR code exibido no celular da criança. Depois de escanear o código, o adulto confirma a autorização no aplicativo e cria um PIN de seis dígitos. Esse código funciona como uma chave de segurança para controlar as configurações da conta.

Com a supervisão ativada, algumas funções do aplicativo passam a ter monitoramento dos responsáveis. "O controle parental e as configurações são controlados por um PIN dos pais no dispositivo gerenciado. Apenas pais, mães ou responsáveis podem acessar e modificar as configurações de privacidade, o que permite personalizar a experiência de acordo com as preferências da família", diz a empresa, em comunicado.

O que os pais poderão acompanhar

Com a nova ferramenta, os responsáveis passam a ter mais controle sobre com quem a criança pode interagir dentro do aplicativo. Entre as funções disponíveis, estão:

  • Definir quais contatos podem enviar mensagens;
  • Aprovar ou bloquear a participação em grupos;
  • Analisar solicitações de conversa de números desconhecidos;
  • Acompanhar alterações em nome ou foto de perfil;
  • Receber alertas quando contatos são adicionados, bloqueados ou denunciados.

Convites para grupos também passam por aprovação. Antes de aceitar, os pais podem visualizar informações como número de participantes e quem administra o grupo. A proposta do recurso é permitir que a criança utilize o aplicativo para conversar com familiares e amigos, mas dentro de regras definidas pela família.

Proteção contra contatos desconhecidos

Outra mudança importante envolve a interação com números que não fazem parte da lista de contatos. Quando uma mensagem chega de um número desconhecido, o aplicativo mostra um cartão informativo com dados sobre o contato, como o país de origem e possíveis grupos em comum.

Além disso, o sistema inclui outras medidas de segurança, como: silenciar chamadas de números desconhecidos, desfocar automaticamente imagens enviadas por contatos não salvos e direcionar solicitações de conversa para uma pasta protegida pelo PIN dos pais. Essas medidas ajudam a reduzir o contato inesperado com estranhos.

Recursos que ficam indisponíveis

As contas supervisionadas também terão algumas limitações em comparação ao uso padrão do aplicativo. Usuários menores de 13 anos não poderão acessar: Meta AI, canais, status e mensagens temporárias em conversas individuais. Mesmo com essas restrições, o WhatsApp afirma que as conversas continuam protegidas por criptografia de ponta a ponta. Isso significa que o conteúdo das mensagens permanece privado.

Mudança acompanha debate sobre segurança digital

A criação dessas contas supervisionadas acompanha uma discussão crescente sobre o uso da internet por crianças e adolescentes. Diversos países têm debatido regras mais rígidas para plataformas digitais. No Brasil, por exemplo, uma proposta conhecida como Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, ou ECA Digital, discute novas normas para a presença de menores nas plataformas. Entre as medidas analisadas estão sistemas mais confiáveis de verificação de idade e regras para conteúdos produzidos por menores que gerem monetização.

Uma tentativa de equilibrar tecnologia e proteção

Segundo o WhatsApp, o recurso surgiu após ouvir famílias que desejavam permitir que os filhos usassem o aplicativo, mas sentiam falta de ferramentas de supervisão.

Como milhões de jovens já utilizam aplicativos de mensagens para conversar com familiares e amigos, a proposta da plataforma é criar um ambiente mais protegido para esse primeiro contato com a comunicação digital. O recurso terá gradualmente sua liberação, e pode levar algum tempo até aparecer para todos os usuários.

Bons Fluidos
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