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O que é o sonambulismo e como ele pode ser tratado?

Entenda o que é o sonambulismo, por que ele acontece e como garantir noites mais seguras e tranquilas para quem vive esse distúrbio do sono

22 out 2025 - 18h15
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Andar, falar, abrir portas e até preparar um lanche - tudo isso enquanto se está dormindo. O sonambulismo é um dos distúrbios do sono mais curiosos e, ao mesmo tempo, mais enigmáticos. Ele ocorre durante o estágio mais profundo do sono, quando parte do cérebro ainda está adormecida, mas o corpo entra em ação. Embora a pessoa pareça acordada, com os olhos abertos e movimentos coordenados, ela permanece inconsciente e, na manhã seguinte, geralmente não se lembra de nada.

O sonambulismo faz a pessoa agir dormindo; saiba por que ele acontece, quando buscar ajuda e como lidar com o distúrbio
O sonambulismo faz a pessoa agir dormindo; saiba por que ele acontece, quando buscar ajuda e como lidar com o distúrbio
Foto: Reprodução: Canva/pixelshot / Bons Fluidos

O que é o sonambulismo

O sonambulismo é uma parassonia, ou seja, uma alteração que acontece durante o sono. Ele costuma se manifestar nas fases não-REM, especialmente nas de ondas lentas - o sono profundo. Nesse estado, o cérebro ainda repousa, mas áreas relacionadas ao movimento e à orientação espacial permanecem ativas, o que explica por que o sonâmbulo pode caminhar, falar e agir de maneira aparentemente consciente.

O transtorno é mais comum na infância, entre os 3 e 12 anos, e tende a desaparecer espontaneamente na adolescência. No entanto, há casos em que persiste ou ressurge na vida adulta, quando pode estar ligado a outros fatores, como estresse, ansiedade, uso de certos medicamentos ou privação de sono.

Por que o sonambulismo acontece

As causas exatas ainda não são totalmente compreendidas, mas sabe-se que o sonambulismo envolve uma falha na transição entre as fases do sono - o cérebro "acorda pela metade", ativando o corpo antes da mente. Entre os principais fatores associados estão:

  • Privação de sono ou má qualidade do descanso;
  • Estresse emocional e ansiedade;
  • Uso de antidepressivos ou medicações que alteram o sono;
  • Febre, especialmente em crianças;
  • Consumo de álcool ou outras substâncias;
  • Distúrbios como apneia do sono e refluxo gastroesofágico;
  • Predisposição genética (quando há outros casos na família).

Nos adultos, o sonambulismo tende a estar mais ligado ao estresse crônico e à fadiga mental, enquanto nas crianças, ele pode refletir apenas uma imaturidade temporária do sistema nervoso.

Como identificar um sonâmbulo

É raro uma pessoa perceber sozinha que é sonâmbula, já que ela não tem consciência do que faz durante o episódio. Normalmente, quem descobre são familiares ou companheiros de casa. Alguns sinais característicos incluem: levantar-se da cama e andar pela casa; falar ou murmurar durante o sono; olhos abertos, mas com olhar vago ou sem expressão; repetir atividades rotineiras, como arrumar a cama ou abrir portas; dificuldade para acordar durante o episódio; amnésia total ou parcial do ocorrido na manhã seguinte.

Em alguns casos, o sonâmbulo pode agir de forma imprudente ou até perigosa, como sair de casa, manipular objetos cortantes ou reagir com irritação se alguém tentar acordá-lo.

O que fazer durante um episódio

A regra de ouro é não tentar acordar o sonâmbulo bruscamente. Isso pode gerar confusão, medo ou comportamento agressivo. A melhor forma de agir é com calma. Fale em tom suave e convide a pessoa a voltar para a cama; toque-a com leveza e conduza-a com segurança até o quarto; certifique-se de que portas e janelas estão trancadas e o ambiente livre de objetos perigosos. Essas medidas simples ajudam a evitar acidentes e permitem que o episódio termine naturalmente.

Diagnóstico e acompanhamento

O diagnóstico costuma ser clínico, feito com base no relato dos episódios. Em casos mais complexos, o médico pode solicitar exames como polissonografia (que registra o comportamento cerebral durante o sono) ou encaminhar o paciente a um especialista do sono, neurologista ou psicólogo. 

O sonambulismo em si não é perigoso para a saúde, mas os riscos vêm das ações realizadas durante as crises. Por isso, buscar ajuda médica é essencial quando os episódios são frequentes ou intensos; há comportamentos arriscados (como sair de casa dormindo); o problema persiste na vida adulta; o sono diurno, o humor ou o desempenho começam a ser afetados.

Tratamento e formas de prevenção

Não existe uma cura definitiva para o sonambulismo, mas é possível controlar os episódios e prevenir recaídas com hábitos saudáveis e, quando necessário, apoio psicológico ou medicamentoso. As principais estratégias incluem:

  • Manter horários regulares de sono e garantir ao menos 7 horas por noite;
  • Evitar álcool e telas antes de dormir;
  • Reduzir o estresse com técnicas de relaxamento ou meditação;
  • Tratar distúrbios associados, como apneia ou refluxo;
  • Fazer psicoterapia, especialmente se houver ansiedade ou traumas ligados ao sono;
  • Manter medidas de segurança em casa, como remover objetos pontiagudos do quarto, bloquear escadas e instalar grades em janelas.
Bons Fluidos
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