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Cyberbullying não é brincadeira

8 jan 2026 - 15h45
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A internet é um espaço incrível para se expressar, fazer amigos e se divertir. Mas nem tudo é tão leve quanto parece. Comentários maldosos, fofocas, exposições e ataques online têm se tornado cada vez mais comuns — e isso tem nome: cyberbullying. O problema é que, além de machucar, esse tipo de atitude pode afetar seriamente a autoestima e a saúde mental, causando ansiedade, tristeza profunda e até depressão.

Foto: Canva / todateen

Para ajudar a entender melhor o que fazer nessas situações e mostrar que ninguém precisa passar por isso sozinha, a TodaTeen conversou com o advogado Lucas Perecin, que explica quando a "zoeira" passa dos limites, quais são os direitos de quem sofre cyberbullying e como buscar ajuda — tanto nas redes sociais quanto fora delas.

Lucas Perecin - Advogado

Foto: Lucas Perecin / todateen

Lucas Perecin é advogado, pesquisador e professor. Bacharel pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo (FDSBC) e mestrando pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

Quando a zoeira na internet deixa de ser brincadeira e vira cyberbullying?

Deixa de ser brincadeira no momento em que causa humilhação, constrangimento, medo ou sofrimento. Se não há consentimento, se é repetitivo ou se atinge a dignidade da pessoa, já não é piada.

Xingamentos, fofocas ou memes podem dar problema na Justiça?

Sim. Podem configurar crimes contra a honra (injúria, difamação, calúnia), além de gerar indenização por danos morais. Meme não é salvo-conduto jurídico.

Usar fake ou perfil anônimo protege quem pratica cyberbullying?

Não. O anonimato na internet é relativo. Com ordem judicial, é possível identificar o autor por IP, dados da plataforma e registros de acesso.

Curtir ou compartilhar um post ofensivo também pode dar dor de cabeça?

Pode. Quem compartilha ajuda a ampliar a ofensa e pode responder solidariamente, dependendo do caso.

E nas redes sociais

O que as redes sociais podem (e devem) fazer quando acontece cyberbullying?

Devem remover o conteúdo, aplicar sanções ao perfil e preservar dados para eventual investigação, quando houver denúncia fundamentada.

Denunciar o perfil realmente funciona?

Funciona, especialmente quando há violação clara das regras da plataforma. Não é imediato, mas é um passo necessário.

Quem faz cyberbullying sendo menor de idade pode sofrer consequências?

Sim. Não responde criminalmente como adulto, mas pode sofrer medidas socioeducativas. Além disso, os responsáveis legais podem responder civilmente.

Qual é o primeiro passo para quem está sofrendo cyberbullying?

Parar de interagir com o agressor e registrar o que está acontecendo. Não entrar no jogo.

Vale a pena printar tudo? Que tipo de prova é importante guardar?

Sim. Prints com data, horário, URL, nome do perfil, mensagens, comentários e, se possível, a página inteira. Vídeos e áudios também são prova.

Bloquear a pessoa resolve ou é só parte da solução?

É só parte da solução. Bloquear protege no curto prazo, mas não resolve o dano já causado nem impede novos ataques por outros meios.

Quando é a hora de pedir ajuda de um adulto ou procurar a polícia?

Quando há ameaça, perseguição, exposição íntima, impacto emocional relevante ou continuidade dos ataques. Nesses casos, ajuda externa é necessária.

Quando afeta o emocional

Cyberbullying pode causar ansiedade e depressão?

Pode, e com frequência causa. Os efeitos psicológicos são reais e não devem ser minimizados.

O que você diria para quem está se sentindo triste, com medo ou envergonhada por causa dos ataques?

Que a culpa não é dela. O erro está em quem ataca. Pedir ajuda não é fraqueza, é proteção.

Rede de apoio

Conversar com amigos, família ou alguém da escola pode ajudar?

Ajuda muito. Isolamento só favorece o agressor.

A escola pode intervir mesmo quando o ataque acontece fora dela?

Pode, especialmente se envolver alunos e afetar o ambiente escolar ou o bem-estar do estudante.

Procurar um psicólogo também pode ajudar nesse processo?

Sim. Ajuda a lidar com os efeitos emocionais e a reconstruir a autoestima.

Que recado você deixaria para quem está sofrendo cyberbullying agora?

Você não está sozinho. Registre, denuncie, peça ajuda e não aceite a normalização da violência.

E para quem acha que atacar alguém online é só brincadeira?

Não é. Palavras machucam, deixam marcas e geram consequências. Na internet ou fora dela, responsabilidade existe.

todateen
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