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Canetas emagrecedoras e pancreatite: saiba identificar os sinais da condição

A Anvisa registrou, entre 2020 e 2025, seis óbitos suspeitos e 145 casos de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras; agências internacionais também alertam para o risco

9 fev 2026 - 16h38
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Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam que, entre 2020 e 2025, foram registrados seis óbitos suspeitos e 145 casos de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras. Recentemente, a MHRA, órgão regulador de medicamentos do Reino Unido, alertou usuários de fármacos como Mounjaro e Wegovy sobre os riscos da condição.

Segundo a Anvisa, entre 2020 e 2025, foram registrados 6 óbitos e 145 casos de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras
Segundo a Anvisa, entre 2020 e 2025, foram registrados 6 óbitos e 145 casos de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras
Foto: Canva Equipes/Joaquín Corbalán / Bons Fluidos

No comunicado, as autoridades relataram mais de mil notificações, incluindo óbitos, causados agravamento da doença. Por isso, recomendaram que médicos fiquem atentos aos sintomas apresentados por pacientes com prescrição de medicamentos que imitam os hormônios intestinais GLP-1 e GIP, apontados como possíveis responsáveis pelo aumento no número de diagnósticos de problemas no pâncreas.

Sinais da pancreatite associada a canetas emagrecedoras

A enfermidade, normalmente associada ao abuso de álcool, mas também relacionada ao uso de determinados medicamentos, ocorre quando as enzimas do pâncreas passam a digerir as membranas celulares do próprio órgão. Em condições normais, esses componentes atuam na absorção de nutrientes e são naturalmente inibidas pelo organismo ao iniciar um processo de autodigestão.

No entanto, quando os mecanismos de defesa falham, tem início um processo inflamatório. Como consequência, então, surgem sintomas como dor na parte superior do abdômen, que pode irradiar para as costas e se intensificar em poucos minutos. Ademais, médicos apontam que é comum a ocorrência de vômitos, febre, manchas na região abdominal, desidratação e taquicardia.

O quadro ainda pode evoluir, levando à formação de abscessos, pseudocistos pancreáticos e até à falência de múltiplos órgãos, fator que contribui para o aumento da taxa de mortalidade da pancreatite aguda. Em artigo publicado no site 'NavDasa', a cirurgiã Vanessa Prado destacou outras possíveis complicações da doença.

"Existe uma forma mais grave chamada pancreatite necro-hemorrágica, na qual ocorre a morte do tecido pancreático acompanhada de hemorragia. Esses casos podem exigir intervenção cirúrgica. Portanto, é fundamental buscar atendimento médico imediato ao identificar os sintomas da pancreatite, a fim de evitar complicações severas", orientou.

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