Cera de ouvido pode revelar mais sobre sua saúde do que você imagina; veja
Tanto a coloração quanto o odor e a consistência da secreção ajudam a identificar a presença de fungos, bactérias e até sinais de doenças
Muitos veem a cera de ouvido apenas como sujeira, mas essa substância, na verdade, funciona como uma barreira protetora para os ouvidos, impedindo a entrada de bactérias, fungos, líquidos e resíduos. De acordo com especialistas, ela também pode ajudar a indicar o estado atual da saúde.
O que a cera de ouvido revela?
Profissionais apontam que é possível descobrir muito sobre o corpo por meio da secreção, principalmente a partir da sua coloração. Normalmente, a substância apresenta um cor amarelada e, com o tempo, alaranjada ou levemente marrom, o que indica a presença de impureza e microrganismos. Nesse caso, não há motivos para se preocupar, pois será necessário somente realizar uma limpeza.
Entretanto, quando a cera começa a ficar verde, pode significar uma infecção de ouvido. Já a cor preta geralmente representa acúmulo de cerúmen ou até uma proliferação de fungos, principalmente se houver coceira. A substância branca, por sua vez, sugere deficiência de vitaminas e outros nutrientes, como ferro e cobre.
A consistência da secreção, segundo profissionais, também revela problemas nos ouvidos. Por exemplo, se estiver líquida, pode estar associada a lesões auditivas ou ao início de uma inflamação. Eles destacam ainda que o odor da cera é um indicador muito eficaz para avaliar o estado de saúde do corpo.
Cientistas, inclusive, estudam a possibilidade de utilizar o cheiro da cera de ouvido para detectar doenças. Com esse objetivo, eles já conseguiram diferenciar, entre mais de 100 amostras, quais pertenciam a pacientes com câncer. Além disso, afirmam que o aroma permite identificar alterações metabólicas e sinais de Parkinson.
Por isso, futuramente, desejam criar um novo exame focado nos sinais presentes na substância. "Nosso interesse na cera do ouvido como marcadora de doenças está voltado para aquelas enfermidades muito difíceis de diagnosticar usando fluidos como sangue e urina, e que demoram muito tempo para serem identificadas por serem raras", explicou a química ambiental da Universidade do Estado da Louisiana, Rabi Ann Musah, em entrevista à 'BBC'.