Carolina Ferraz revela duas regras 'imprescindíveis' que tem com suas filhas: 'Eu que mando'
Atriz contou que valoriza a honestidade e a disponibilidade na relação com as filhas e explicou regras regras essenciais para a convivência em família
Carolina Ferraz abriu o coração ao falar sobre maternidade e contou quais são os princípios que considera indispensáveis na relação com as filhas, Valentina, de 30 anos, e Isabel, de 11. Durante participação no RivoTalks, quadro de entrevistas do RivoNews, a atriz explicou que estabeleceu duas regras simples, mas que considera fundamentais para manter a confiança e o diálogo dentro de casa.
Segundo a artista, uma delas é que não haja mentiras entre elas. A outra diz respeito à disponibilidade para responder às ligações, nem que seja apenas para avisar que não é um bom momento para conversar.
Ao relembrar a conversa, o apresentador Gabriel Wainer comentou que, à primeira vista, essas exigências poderiam parecer um comportamento controlador. Carolina, no entanto, respondeu com bom humor. "Você achou: 'Que louca! (risos)'".
"Eu sou a mãe"
Na sequência, a atriz refletiu sobre o motivo de agir dessa forma e reconheceu que talvez exista, sim, um pouco de controle em sua postura. Ainda assim, explicou que enxerga essas regras como parte da responsabilidade compartilhada dentro da família.
"Eu acho que talvez tenha um pouco a ver com controle. Deixa eu assumir que talvez eu seja um pouco controladora, né? Vamos lá. Mas é porque eu não estou em todos os lugares o tempo todo. Se as pessoas não me ajudarem, eu não dou conta. E eu não crio sozinha. Eu crio com elas. Eu sou a mãe, eu não sou brother, sou eu que mando. E eu não estou aqui fazendo de conta que eu sou sua best friend. Eu até sou sua amiga, claro! Adoro quando elas vêm e me contam as coisas, se abrem, acho lindo. Mas eu sou a mãe", afirmou.
Para Carolina, a maternidade envolve acolhimento, mas também a responsabilidade de orientar e estabelecer limites.
Disponibilidade como demonstração de cuidado
A atriz explicou ainda que procura oferecer às filhas a mesma disponibilidade que espera receber delas. Mesmo com uma rotina intensa de trabalho, faz questão de atender às ligações sempre que possível e acredita que pequenos gestos fortalecem os vínculos familiares.
"Eu não estou aqui a passeio. Se eu tiver que fazer coisa errada, a culpa também vai ser minha. Isso eu não vou compartilhar com elas. Mas, se eu trabalho como uma louca, se ela me ligar, eu vou atender. O que eu peço, eu dou. E eu sou 50 vezes mais ocupada que qualquer uma delas. Então, meu amor, tem que atender, sim. Tem que atender e tem que dizer: 'Mamãe, está horrível o barulho, está uma porcaria, eu não consigo falar com você. Te ligo daqui a pouco.' Senão não sai, senão não faz."
Ao concluir a reflexão, Carolina resumiu a filosofia que procura transmitir às filhas e destacou que autonomia e responsabilidade caminham juntas. "Liberdade é responsabilidade, meu amor. Não dá para você ser livre se você não é responsável. E a gente começa sendo responsável pensando no próximo. Eu tenho uma filha, eu tenho uma mãe. Por que eu vou fazer isso com ela se eu posso atender o telefone? Se eu estou trabalhando no meio do estúdio, com 50 cenas, posso... É filho. Dá licença?", concluiu.
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