Aristóteles, filósofo: "Ficar bravo com a pessoa certa, no momento certo e pelo motivo adequado não é uma tarefa fácil"
Reflexão do filósofo grego mostra por que nem toda demonstração de raiva deve ser vista como algo negativo
Aristóteles escreveu, no século IV a.C., há mais de 2.400 anos, algo bastante interessante sobre a raiva. Em sua obra Ética a Nicômaco, afirmou que "qualquer pessoa pode se irritar; isso é fácil. Mas se irritar com a pessoa certa, na intensidade certa, no momento certo, pelo motivo certo e da maneira certa: isso não está ao alcance de todos e não é fácil".
O que o filósofo grego defendia é que não devemos reprimir a raiva ou o ressentimento, mas aprender a usá-los a nosso favor.
A raiva transformada em virtude
Para Aristóteles, a raiva precisa cumprir cinco requisitos para se transformar em virtude, ser governada e, assim, se tornar realmente útil. O filósofo propunha transformar a raiva em uma força que chamava de "gentileza", capaz de funcionar como uma espécie de motor. Ela não nos domina, mas nos impulsiona a agir.
Um exemplo ajuda a entender melhor. Imagine que, no trabalho, um colega atribui a si mesmo um mérito que era seu. Seu chefe acredita nele e o parabeniza. Para que a raiva ou o ressentimento sejam justificados, cinco condições precisam ser atendidas:
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