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5 dicas para pais e professores sobre como lidar com crianças surdas

Compreender as dificuldades emocionais dos pequenos trata-se de construir pontes de comunicação e garantir o direito à identidade

22 jan 2026 - 08h22
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A inclusão de crianças surdas começa quando as pessoas abandonam o olhar de "falta" ou "deficiência" e passam a enxergar a potência da experiência visual. A surdez não é um obstáculo, mas uma característica que exige adaptações específicas para garantir o pleno desenvolvimento cognitivo, emocional e social. E, desta forma, é possível criar ambientes seguros onde a comunicação e o aprendizado possam florescer.

Happy redhead child, ginger girl with freckles shows okay sign in approval, smiling satisfied, looking cheerful and pleased, standing over white background.
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Foto: Bons Fluidos

Professor e escritor, Filipe Macedo tem perda bilateral, e transformou sua condição em uma jornada pela acessibilidade. Ele destaca que o acolhimento começa quando a família e a escola decidem aprender a escutar verdadeiramente a criança — seja pelas Libras ou a leitura visual do mundo — estabelecendo vínculos reais de comunicação.

Conhecido como "Passarinho" e autor do livro Família da Libras - Sentimentos (Ciranda na Escola), Macedo reforça que a maior barreira para uma criança surda não é o silêncio, mas a exclusão comunicativa dentro de casa ou sala de aula. A partir das experiências e obras do escritor, preparamos 5 dicas essenciais para caminhar com a inclusão e empatia.

Como lidar com crianças surdas?

  1. Para a criança surda, o rosto é a principal fonte de informação. Antes de começar a falar ou sinalizar, certifique-se de que a criança está olhando para você. Use expressões faciais condizentes com a mensagem: se a notícia é alegre, sorria; se é um alerta, seja sério.
  2. O cérebro da criança surda é altamente visual. Utilize figuras, desenhos, mapas mentais e objetos reais para explicar conceitos abstratos. Em sala de aula, o uso de recursos visuais não beneficia apenas o aluno surdo, mas torna o aprendizado mais rico para todos os alunos.
  3. Mesmo que a criança utilize aparelhos auditivos ou implante coclear, a LIBRAS é uma ferramenta de identidade e conforto. Ter acesso a uma língua de modalidade visual-espacial garante que a criança não sofra de "privação linguística".
  4. Um ambiente escuro é, para o surdo, o equivalente a um ambiente barulhento para um ouvinte. Garanta que a luz esteja sempre de frente para quem fala/sinaliza e nunca atrás (o que cria sombras no rosto). Na escola, posicione a criança em um lugar estratégico onde ela tenha uma visão ampla da sala e do professor (a).
  5. Apresente referências de adultos surdoso u com deficiência auditiva bem-sucedidos para a criança. É fundamental que a criança entenda que ela pode ser o que quiser. Evite superproteção; incentive-a a resolver pequenos problemas e a se comunicar com o mundo, mostrando que a surdez é apenas uma parte de quem ela é, e não o todo.
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Um post compartilhado por Filipe Macedo - O Passarinho (@opassarinho)

*Fonte: LC Agência de Comunicação

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