10 exercícios para fortalecer a memória!
Especialista orienta como fortalecer a memória e também explica a importância de estimular o cérebro frequentemente
Especialista orienta como fortalecer a memória e também explica a importância de estimular o cérebro frequentemente
Com tanta gente investindo em alimentação saudável, treinos personalizados e rotinas de autocuidado, fica fácil esquecer que um dos órgãos mais importantes do corpo também precisa de atenção diária: o cérebro. Assim como o corpo, ele precisa de estímulos frequentes para se tornar muito mais eficiente, principalmente quando falamos da memória, algo que, com a idade, acaba se enfraquecendo.
A neurologista da Clínica Mantelli, Natasha Consul Sgarioni, explica que exercitar o cérebro mantém as conexões entre os neurônios ativas e, com o tempo, pode até gerar novas sinapses — um processo chamado neuroplasticidade. "Mesmo fora da escola ou do trabalho, o treino da memória é essencial para preservar a saúde cerebral: ajuda a prevenir o declínio cognitivo, melhora a concentração e mantém a mente mais flexível para lidar com os desafios do dia a dia, como tomar decisões, aprender algo novo ou resolver problemas", afirma.
Vamos aos exercícios
Agora que você já sabe a importância de exercitar o cérebro, Natasha separou 10 exercícios simples e poderosos.
1 - Aprender algo novo: Estudar um idioma, tocar um instrumento ou testar uma receita diferente. Estimula a memória de longo prazo e fortalece a neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de criar novas conexões.
2 - Trocar a rotina: Fazer o trajeto do trabalho por outro caminho ou escovar os dentes com a mão não dominante. Pequenas mudanças ativam o córtex pré-frontal e aprimoram a atenção sustentada.
3 - Jogos de memória e palavras cruzadas: Fortalecem a memória de curto prazo e a associação de ideias, mantendo o raciocínio mais ágil.
4 - Ler e depois recontar: Leia uma reportagem e tente explicá-la com suas próprias palavras. Esse exercício reforça a retenção, compreensão e organização mental.
5 - Lista mental de compras: Tente memorizar de 5 a 10 itens antes de anotar. Isso treina a memória operacional e o foco.
6 - Meditação e mindfulness: Melhoram o controle da atenção e reduzem o "ruído mental" que atrapalha a fixação de novas informações.
7 - Dança e exercícios coordenados: Movimentos coreografados ativam a memória motora e exigem atenção dividida.
8 - Contar histórias pessoais: Relembrar e narrar experiências ativa a memória autobiográfica e fortalece conexões emocionais.
9 - Jogos estratégicos (xadrez, sudoku, baralho): Desenvolvem planejamento, raciocínio lógico e memória de trabalho.
10 - Desenhar ou pintar: Estimula o hipocampo e áreas relacionadas à memória visual e espacial.
Para todo mundo!
Esses exercícios, de acordo com a neurologista, podem ser feitos por qualquer pessoa. Aqui vão algumas dicas extras de acordo com a idade:
- Idosos: priorizar atividades prazerosas e com valor afetivo, como jogos de tabuleiro, leitura, música e recordação de histórias.
- Adultos sobrecarregados: inserir microdesafios no dia a dia, como memorizar telefones importantes, trocar rotas ou praticar respiração consciente entre tarefas.
- Jovens distraídos: apostar em atividades que exijam atenção plena, como esportes, meditação guiada e redução do tempo de tela.
(destaque) "O mais importante é que o exercício seja constante, leve e motivador — o cérebro aprende melhor quando se diverte", destaca. (destaque)
Além disso, Natasha afirma que o ideal é que o cérebro seja estimulado todos os dias. "Não é preciso passar horas estudando: 10 a 15 minutos diários já são suficientes para gerar benefícios. O segredo está na regularidade, não na intensidade."
Tudo influencia o cérebro
Claro que, além dos exercícios cognitivos, há hábitos complementares que ajudam nesse processo de fortalecimento da memória. "O cérebro precisa de condições biológicas adequadas para funcionar bem", aponta. Descubra os fatores que devem ser incluídos na sua rotina.
- Sono: durante o sono profundo e o sono REM ocorre a consolidação das memórias. Dormir mal prejudica diretamente o aprendizado e a concentração.
- Alimentação: uma dieta equilibrada, rica em ômega-3, frutas vermelhas, vegetais e probióticos, melhora a função cognitiva e reduz inflamações cerebrais.
- Atividade física: o exercício aeróbico regular aumenta o fluxo sanguíneo cerebral e estimula a produção de BDNF — uma proteína essencial para novas conexões neurais.
- Gestão do estresse: níveis elevados de cortisol prejudicam o hipocampo, área central da memória. Práticas de relaxamento, lazer e autocuidado são fundamentais.
- Conexões sociais: conversar, ensinar e interagir com outras pessoas é um dos melhores jeitos de manter a mente ativa e as emoções equilibradas.