Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Manifesto critica cortes na área de ciência e tecnologia

21 mar 2012 - 10h22
Compartilhar

O manifesto organizado pela comunidade científica brasileira e pela indústria com críticas ao corte no orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia foi classificado como uma "provocação positiva" pelos ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, e da Educação, Aloizio Mercadante.


O manifesto afirma que "os repetidos cortes e contingenciamentos de recursos destinados à pesquisa científica e à inovação são incompatíveis com os recentes compromissos do governo para manter o status conquistado pelo Brasil, hoje dono da sexta maior economia do mundo e reconhecido como uma nação de liderança global". Assinam o documento a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciências, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e as Federações das Indústrias de São Paulo e do Rio de Janeiro.

"Fomos provocados positivamente, pelos colegas da comunidade científica e empresarial, sobre recursos para ciência e tecnologia. Mas é preciso fazer reparos. Existem vários itens que são importantes de ser considerados, que se somam aos recursos orçamentários do ministério e elevam o valor, muito aquém do que os empresários estão trabalhando", diz Raupp.


O orçamento previsto para a pasta em 2012 era R$ 6,7 bilhões. No entanto, o valor foi reduzido para R$ 4,7 bilhões após o ajuste orçamentário de R$ 55,07 bilhões anunciado pelo governo federal.

Apesar de considerar o diálogo positivo, o ministro da Ciência e Tecnologia contesta os cálculos feitos pelas entidades representativas. "Contesto as contas que eles fazem. Quando falam que investimentos estão diminuindo, não levam em consideração outros investimentos. Um exemplo é própria Financiadora de Estudos e Projetos, agência de fomento vinculada ao ministério, que vai investir mais R$ 6 bilhões. Esse valor significa que vai dobrar o orçamento, o que modifica completamente o quadro", argumenta.


Os ministros defendem maior participação das empresas privadas nos investimentos à inovação. "Grande desafio é a participação das empresas, do mundo empresarial em geral, investindo em ciência e tecnologia. Isso é característica dos países que estão crescendo nessa área, todos eles, onde os investimentos das empresas são bem maiores que os de governo", observa Raupp. A meta do governo é aumentar a participação empresarial em pesquisa e desenvolvimento de 0,55% para 0,90% do Produto Interno Bruto (PIB).


Fonte: DiárioNet DiárioNet
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra