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Brasileira é detida na Colômbia com 130 sapos venenosos escondidos em mala

Animais estavam acondicionados em embalagens plásticas de filmes fotográficos, asfixiados e desidratados. Caso será investigado. Mulher disse que anfíbios foram dados como presente

30 jan 2024 - 12h10
(atualizado às 13h36)
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Segundo as autoridades colombianas, a espécie está em risco de extinção por ser alvo de tráfico internacional de animais
Segundo as autoridades colombianas, a espécie está em risco de extinção por ser alvo de tráfico internacional de animais
Foto: Secretaría Distrital de Ambiente de Bogotá

Uma brasileira de 37 anos foi detida pela Polícia Nacional da Colômbia, nesta segunda-feira, 29, quando tentava embarcar no Aeroporto Internacional El Dorado, em Bogotá, levando 130 sapos venenosos na bagagem.

Os animais, de uma espécie ameaçada de extinção, estavam acondicionados em embalagens plásticas de filmes fotográficos. Os pequenos anfíbios estavam asfixiados e desidratados, segundo a Secretaria do Meio Ambiente de Bogotá. A brasileira foi autuada pelo delito de tráfico de fauna.

Conforme a prefeitura da capital colombiana, os anfíbios da espécie Oophaga histrionica, conhecidos popularmente como sapo venenoso arlequim, são considerados como uns dos mais peçonhentos do mundo.

A passageira foi abordada quando se preparava para embarcar em voo com destino a São Paulo, com escala no Panamá. Durante a inspeção de bagagens, a polícia aeroportuária flagrou 130 frascos camuflados em uma mala, cada um contendo um espécime do anfíbio.

Segundo as autoridades colombianas, a espécie está em risco de extinção por ser alvo de tráfico internacional de animais.

Colecionadores internacionais de espécies silvestres chegam a pagar mil dólares por cada exemplar desses sapos, levando em conta sua beleza exótica e a procedência, já que a espécie só é encontrada nos bosques tropicais úmidos da região do Pacífico colombiano.

De acordo com nota divulgada pela prefeitura de Bogotá, os funcionários solicitaram à mulher a licença ambiental para o transporte de fauna silvestre, mas a brasileira alegou que havia recebido as rãs como presente de comunidades étnicas de Nariño, região localizada a 800 quilômetros da capital.

"Ante a quantidade de espécies transportadas e o dano considerável ao ecossistema, demos início a um processo de judicialização pelo crime de tráfico de fauna", disse o comandante operacional da Polícia Metropolitana, Juan Carlos Arévalo Rodriguez.

Com o acompanhamento da Seccional de Carabineiros e Proteção Ambiental, os animais receberam tratamento veterinário e estão em recuperação no Centro de Atenção e Valorização de Flora e Fauna Silvestre para serem devolvidos ao seu habitat.

Segundo a prefeitura de Bogotá, a brasileira foi colocada à disposição da Procuradoria-Geral da Nação. As leis colombianas punem com rigor o tráfico de animais. Além da ação penal, a multa a que a mulher está sujeita pode chegar a 58 milhões de pesos colombianos - cerca de R$ 70 mil.

A brasileira não teve o nome divulgado pelas autoridades colombianas. A reportagem pediu informações sobre o caso ao Ministério das Relações Exteriores e aguarda retorno.

Estadão
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