'Não vamos mudar', diz presidente da COP30 após pressão para que Belém não seja a sede da Conferência
Representantes de vários países estão pressionando o governo brasileiro para que haja uma mudança no local do evento
O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, reafirmou que Belém será mantida como sede da conferência, apesar de pressões internacionais devido aos preços elevados de acomodações, com medidas sendo adotadas para resolver a questão.
André Corrêa do Lago, presidente da COP30, declarou nesta sexta-feira que Belém será mantida como sede da Conferência, marcada para o início de novembro. "Não vamos nos mudar", disse ele em uma conversa com a imprensa estrangeira, nesta sexta-feira, 1º.
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Lago ainda ressaltou que o Brasil tem infraestrutura e acomodações suficientes em Belém para atender ao público e que o que está em pauta é uma questão de preço. A explicação vem depois da notícia de que países estavam pressionando o governo brasileiro a alterar o local da Conferência por questões de acomodação.
Houve, inclusive, uma carta entregue à ONU questionando a qualidade dos hotéis e acomodações disponíveis em Belém. "Não é uma questão do número de acomodações. Não é uma questão de infraestrutura. E acredito que respostas satisfatórias serão dadas pelo grupo que está lidando com a questão da acomodação. Mas o fato é que essa discussão se tornou pública e, portanto, acho que teremos uma comunicação mais intensa sobre as soluções possíveis para essa questão", declarou.
Lago admitiu que os preços das acomodações estavam 10 vezes mais altos do que o normal, o que considerou um valor 'abusivo', especialmente para os países em desenvolvimento. De acordo com a Reuters, no entanto, as reclamações sobre acessibilidade econômica vieram tanto de nações pobres quanto de nações ricas.
"Vamos garantir que essa única dimensão que está sendo levantada, que é o preço dos hotéis, possa ser superada para que todos possam vir a Belém", disse ele.
Para sanar a questão, pelo menos por ora, a organização da COP30 anunciou o lançamento de uma plataforma oficial de hospedagens, que será administrada diretamente pela ONU. O aplicativo permitirá que delegações de 98 países em desenvolvimento e nações insulares tenham acesso prioritário a acomodações com diárias limitadas a US$ 220, o que corresponde a aproximadamente R$1.200.