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Se a questão é como proteger uma antiga cidade maia, o México acaba de dar a resposta em Toniná: por meio da expropriação

A zona arqueológica de Toniná, em Chiapas, é um dos grandes tesouros históricos do país; O objetivo: "fortalecer a capacidade do Estado" de proteger, conservar e estudar a cidade antiga

8 mar 2026 - 10h21
(atualizado às 17h27)
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Foto: Xataka

Talvez não tão conhecida quanto Teotihuacan, Chichen Itza ou mesmo sua vizinha Palenque, Toniná é um dos maiores tesouros arqueológicos do México. A necrópole atingiu seu auge entre 600 e 900 d.C. e se preserva hoje como um dos exemplos mais fascinantes da arquitetura maia e do planejamento urbano pré-hispânico.

De fato, é coroada por uma estrutura piramidal única na região, superando em altura até mesmo a famosa Pirâmide do Sol em Teotihuacan.

Portanto, para garantir sua preservação, o governo mexicano acaba de tomar uma decisão radical: expropriar 9,2 hectares da área circundante, colocando-a sob o controle direto do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH).

O que aconteceu?

O México acaba de demonstrar sua disposição em usar decretos de expropriação para proteger seu patrimônio. E o fez de forma prática. O governo liderado por Claudia Sheinbaum anunciou que o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) assumiu a posse de um terreno de 9,22 hectares próximo ao sítio arqueológico de Toniná, no estado de Chiapas.

O que chama a atenção é como adquiriram essa área, que até recentemente era de propriedade privada. A transferência foi viabilizada por um decreto que autorizou a venda ao INAH. "Essa ação decorre de um interesse público, promovido em dezembro de 2025 pelo Ministério da Cultura", explicaram as autoridades.

Por que fizeram isso?

O objetivo do governo é duplo: facilitar a conservação e a pesquisa do sítio. Nas palavras do próprio INAH, a ideia é "garantir...

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