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Câmara de SP aprova leis para 'vagas verdes' e adaptação climática em escolas municipais

Projetos foram aprovados em segunda votação nesta quarta-feira e vão à sanção do prefeito Ricardo Nunes

29 abr 2026 - 22h25
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A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira, 29, em segunda votação, dois projetos de lei para reduzir os impactos da mudança climática na capital:

  • PL 226/2025, que institui a política de adaptação climática para a rede municipal de ensino de SP;
  • PL 378/2025, cria o Programa Vagas Verdes, para substituir parte das vagas de estacionamento por áreas verdes.

Os projetos seguem agora para sanção do prefeito.

Áreas destinadas ao estacionamento de veículos deverão ser transformadas em espaços permeáveis e arborizados.
Áreas destinadas ao estacionamento de veículos deverão ser transformadas em espaços permeáveis e arborizados.
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

Qual o conteúdo das propostas?

O PL 226/2025 pretende criar diretrizes para preparar as escolas municipais para o clima extremo, com medidas de prevenção a enchentes, ampliação de áreas verdes, implantação de hortas e jardins de chuva, incentivo ao uso de energia limpa, ações de economia circular e estratégias para tornar os prédios escolares mais resilientes.

A proposta também prevê a formação de professores, estudantes e comunidades escolares para lidar com os efeitos da crise climática. A ideia é integrar educação ambiental, infraestrutura sustentável e participação social.

Levantamentos internacionais indicam que a mudança climática já afeta a aprendizagem e a saúde das crianças. No Brasil, 1,17 milhão de alunos tiveram os estudos interrompidos por eventos climáticos em 2024, segundo o Unicef, agência da ONU que atua na proteção da infância.

De autoria da vereadora Marina Bragante (PSB-SP), a proposta foi apresentada por articulação da Bancada do Clima, aliança suprapartidária para o enfrentamento da crise climática. "Adaptar as escolas à crise climática é proteger o aprendizado, a saúde e a vida das crianças, sobretudo nas regiões mais vulneráveis da cidade", diz Bragante.

Já o PL 378/2025 prevê a conversão gradual de áreas hoje destinadas ao estacionamento de veículos em espaços permeáveis e arborizados, com comprimento mínimo de cinco metros e possibilidade de agrupamento para alcançar até 20% do comprimento de cada lado da quadra.

Inspirada em experiências internacionais de requalificação urbana e adaptação climática, a proposta dos vereadores Marina Bragante, Nabil Bonduki e Renata Falzoni quer ampliar e padronizar uma medida adotada hoje de maneira pontual pela Prefeitura.

Moradores ou entidades interessadas podem fazer uma solicitação ao órgão responsável, assumindo a responsabilidade pela jardinagem e comunicação de ocorrências. Bairros com maior concentração de ilhas de calor e áreas sujeitas a enchentes são prioridade, já que as áreas verdes melhoram a drenagem e o microclima urbano, recuperando a qualidade ambiental dos bairros.

Estadão
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