1 evento ao vivo

Análise: Mitsubishi Eclipse Cross é um SUV injustiçado

Posicionado entre os irmãos ASX e Outlander, o SUV tem design polêmico, mas compensa pelos equipamentos de segurança e pelo DNA off

4 nov 2019
07h00
atualizado em 5/11/2019 às 13h50
  • separator
  • 0
  • comentários

O Mitsubishi Eclipse Cross, fabricado sobre a mesma plataforma do ASX, chegou ao Brasil no final de 2018 com visual polêmico e disposição para enfrentar modelos como Jeep Compass e Peugeot 3008. O SUV é comercializado em duas versões: a HPE-S (R$ 151.990) e a HPE-S S-AWC (R$ 159.990), diferenciadas apenas pelo sistema de tração, que é dianteiro na configuração mais barata e integral (4x4) na versão S-AWC. 

O visual agressivo tenta combinar esportividade e conforto.
O visual agressivo tenta combinar esportividade e conforto.
Foto: Divulgação

Segundo a Fenabrave, no acumulado do ano até outubro de 2019, foram emplacadas 1.945 unidades do Eclipse Cross, representando uma baixa participação de mercado em relação a SUVs como Jeep Compass e Volkswagen Tiguan que, no mesmo período, venderam 49.324 e 10.504 exemplares, respectivamente. Embora tenha visual polêmico e alguns pontos a melhorar, o SUV japonês apresenta muitas qualidades que deveriam ser reconhecidas no mercado brasileiro.

O design divide opiniões. A dianteira tem aparência robusta e características que reforçam a identidade visual da marca, com faróis alongados e diversos apliques cromados. Já a traseira tem bastante personalidade. As lanternas são interligadas pela tampa do porta-malas e o vidro traseiro é dividido em duas partes, sendo um inclinado e outro mais vertical, que facilita a visibilidade interna e contribui para a ousadia do design. Visto de lado, o Eclipse Cross lembra SUVs coupé devido ao caimento acentuado do teto e à ausência da terceira janela (há apenas um aplique de plástico simulando a continuidade dos vidros). 

A traseira polêmica reforça a personalidade do Eclipse Cross.
A traseira polêmica reforça a personalidade do Eclipse Cross.
Foto: Divulgação

O interior não chama tanto a atenção quanto o design externo. Apesar de ter acabamento de boa qualidade e utilizar apliques em cinza claro e black piano, o projeto interno não empolga. O volante e o painel de instrumentos tem aparência simples e a iluminação interna avermelhada não é muito moderna. Além disso, a central multimídia de 7” que veio para o mercado brasileiro é mais simples e não tem perspectiva flutuante como a versão vendida nos Estados Unidos. Entretanto, o display possui conectividade Android Auto e Apple CarPlay, Bluetooth, comandos por voz e controles no volante.

A central multimídia de 7’’ não é a mesma utilizada nos Estados Unidos.
A central multimídia de 7’’ não é a mesma utilizada nos Estados Unidos.
Foto: Divulgação

O Eclipse Cross tem 20,2 cm de vão livre do solo e suspensão independente nas quatro rodas, de modo que cada uma se movimenta livremente e sem impedimentos pela roda oposta. O resultado é um carro bastante confortável e disposto a transpor trechos de pisos irregulares com facilidade. Nesta versão com tração integral, o diferencial traseiro de acoplamento eletromagnético distribui até 50% do torque para a eixo traseiro, melhorando a aderência e o equilíbrio nas curvas. O sistema S-AWC tem vetorização de torque integrada e oferece seletor de terreno com três modos: o Auto, que distribui automaticamente o sistema AWD conforme as condições de terreno, o Snow, apropriado para condições de terrenos escorregadios, e o Gravel, ajustado para terrenos irregulares e situação de atolamento.

A segunda fileira de bancos tem trilhos deslizantes.
A segunda fileira de bancos tem trilhos deslizantes.
Foto: Divulgação

Motor 1.5 turbo tem 165 cavalos

O motor 1.5 turbo tem 165 cv de potência e 250 Nm de torque, associado à transmissão CVT de oito marchas simuladas. Em termos de conforto, o Eclipse Cross oferece a versatilidade da segunda fileira de bancos, que possui sistema deslizante (aumenta o espaço para as pernas em até 20 cm) e encosto com oito posições de inclinação. Além do bom espaço interno, os ocupantes da parte de trás contam com saídas de ar condicionado via assoalho e teto solar duplo (o de trás só tem abertura da cortina e não se eleva como o da frente). 

A lista de equipamentos de segurança é um dos principais atributos do SUV. De série, o modelo conta com nove airbags (dois frontais, dois laterais,quatro de cortina e um de joelho para o motorista), assistente de colisão frontal (detecta pedestres e veículos a frente evitando ou reduzindo o efeito de possíveis colisões), monitoramento de pontos cegos, piloto automático adaptativo, sistema de prevenção de aceleração involuntária, limitador de velocidade, alerta de mudança involuntária de faixa, aviso de tráfego traseiro e controles eletrônicos de tração e estabilidade.

Os faróis de LED e as rodas diamantadas aro 18 são itens de série.
Os faróis de LED e as rodas diamantadas aro 18 são itens de série.
Foto: Divulgação

Destacam-se também itens como retrovisor interno eletrocrômico, sistema de aquecimento no encosto e no assento dos bancos dianteiros, ar-condicionado digital automático de duas zonas, freio de estacionamento eletrônico com assistente de partida em rampa, chave presencial, partida do motor por botão, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, head-up display colorido (projeta informações funcionais do veículo no para-brisas), além de sensor crepuscular e de chuva.

O teto solar duplo amplia a luminosidade interna.
O teto solar duplo amplia a luminosidade interna.
Foto: Divulgação

Os números

  • Preço: R$ 159.990
  • Motor: 1.5 gasolina
  • Potência: 165 cv (g)
  • Torque máximo: 250 Nm (g)
  • Câmbio: 8 marchas CVT
  • Comprimento: 4,405 m 
  • Largura: 1,805 m 
  • Altura: 1,685 m
  • Entre-eixos: 2,670 m
  • Vão livre: 202 mm
  • Peso: 1.605 kg
  • Pneus: 225/55 R18
  • Porta-malas: 473 litros
  • Tanque: 60 litros
  • 0-100 km/h: 9s8
  • Velocidade máxima: 200 km/h
  • Consumo cidade: 10,2 km/l (g)
  • Consumo estrada: 11,6 km/l (g)
  • Emissão de CO2: 125 g/km

 

Guia do Carro
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade