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UE dá luz verde para sanções contra colonos na Cisjordânia

11 mai 2026 - 17h35
(atualizado às 18h02)
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Antes bloqueadas pela Hungria, medidas respondem a violência contra palestinos. Israel chama decisão de "arbitrária e política".Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) concordaram nesta segunda-feira (11/05) com um conjunto de sanções direcionadas a colonos israelenses na Cisjordânia. As medidas foram elaboradas em resposta à documentada violência contra palestinos em meio à expansão de assentamentos.

Expansão dos assentamentos israelenses é acompanhada por violência contra palestinos na Cisjordânia
Expansão dos assentamentos israelenses é acompanhada por violência contra palestinos na Cisjordânia
Foto: DW / Deutsche Welle

As sanções vinham sendo bloqueadas pela oposição da Hungria sob o então primeiro-ministro Viktor Orbán. A sua derrota eleitoral para o rival Peter Magyar no mês passado abriu o caminho para o avanço da pauta.

A violência na Cisjordânia aumentou durante a guerra na Faixa de Gaza. Em 2026, cerca de 45 palestinos, incluindo 11 crianças, foram mortos no território, segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha).

De acordo com a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, os ministros também concordaram com novas sanções contra líderes do Hamas, classificado como organização terrorista pelos EUA, pela UE e diversos países no mundo. "Extremismos e violência têm consequências," ela disse.

Israel protesta

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, celebrou a decisão: "A União Europeia está sancionando hoje as principais organizações israelenses culpadas de apoiar a colonização extremista e violenta da Cisjordânia, assim como seus líderes", escreveu numa rede social. "Esses atos gravíssimos e intoleráveis devem cessar sem demora."

Ele acrescentou que são alvo de novas sanções os "principais líderes" do Hamas, que "deve imperativamente ser desarmado e excluído de qualquer participação no futuro da Palestina".

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, disse que "Israel rejeita firmemente a decisão de impor sanções a cidadãos e organizações israelenses". "A União Europeia escolheu, de maneira arbitrária e política, impor sanções a cidadãos e entidades israelenses por causa de suas visões políticas e sem qualquer base."

Outras medidas em pauta

As sanções têm como alvo três colonos e quatro organizações de colonos, cujas identidades não foram divulgadas publicamente.

A UE já havia mirado no passado colonos israelenses na Cisjordânia por violência contra palestinos. Um pacote de sanções em 2024 impôs o congelamento de bens e proibições de viagem a quatro pessoas e duas entidades.

Alguns países do bloco pediram medidas mais duras, como a proibição de produtos provenientes de assentamentos israelenses na Cisjordânia.

A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergar, defendeu a aplicação de tarifas sobre essas importações, além de sanções contra "ministros israelenses que estão impulsionando esses assentamentos".

O acordo alcançado nesta segunda-feira dá início ao procedimento legislativo da UE para a imposição das sanções. As medidas devem entrar em vigor em data posterior.

Não há consenso entre os Estados-membros sobre medidas mais amplas contra Israel, como a restrição de laços comerciais.

ht (AFP, AP, dpa, Reuters)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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