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Trump volta a criticar investigação contra Bolsonaro: "Não é como se ele fosse meu amigo"

15 jul 2025 - 17h08
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a se manifestar sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (15). Ao responder a jornalistas brasileiros na Casa Branca, ele afirmou que o brasileiro "não é como se fosse meu amigo", mas reforçou críticas à ação movida contra Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Trump, o processo representa uma "caça às bruxas".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Foto: depositphotos.com / Tennessee / Perfil Brasil

A declaração ocorreu após Trump ser informado sobre o pedido de condenação apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), no dia anterior. Sem apresentar provas, o presidente norte-americano voltou a colocar em dúvida a legitimidade da investigação e atribuiu motivações políticas ao caso.

"O presidente Bolsonaro não é um homem desonesto. Ele ama o povo brasileiro. Ele lutou muito pelo povo brasileiro", disse Trump, ao mencionar sua convivência com líderes mundiais. Em seguida, afirmou que o ex-presidente brasileiro "negociou acordos comerciais contra mim em nome do povo brasileiro, e foi muito duro, porque queria fazer um bom negócio para seu país."

Bolsonaro será condenado?

O pedido de condenação foi apresentado na segunda-feira (14), como parte das alegações finais do processo que trata da tentativa de golpe de Estado. A PGR sustenta que Bolsonaro liderou um grupo criminoso com o objetivo de minar o sistema eleitoral, promover desinformação e desestabilizar as instituições democráticas.

A denúncia também atinge ex-integrantes do governo. Foram incluídos os ex-ministros Alexandre Ramagem, Augusto Heleno, Anderson Torres, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, além do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e do ex-comandante da Marinha Almir Garnier. Todos negam envolvimento no plano golpista.

"Veja, ele não é como se fosse meu amigo. Ele é alguém que eu conheço. Sei que ele representa milhões de brasileiros, são ótimas pessoas, ele ama o país e lutou muito por essas pessoas. E eles querem prendê-lo. Acho que isso é uma caça às bruxas e acho muito lamentável", declarou Trump.

O relator do caso no STF é o ministro Alexandre de Moraes, que aguarda agora a apresentação das alegações finais pelas defesas para elaborar seu voto. Só depois disso o julgamento poderá ter início.

Pressão comercial

A fala de Trump ocorre dias após a Casa Branca anunciar um aumento tarifário sobre produtos brasileiros. Em carta enviada ao governo brasileiro em 9 de julho, o republicano vinculou a medida à política interna do Brasil, citando "ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres" e "violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos".

A tarifa de 50% sobre itens importados deve entrar em vigor em 1º de agosto. Entidades do setor produtivo brasileiro, como a Confederação Nacional da Indústria, classificaram a decisão como injustificável. O argumento de déficit comercial usado por Trump é falso: os Estados Unidos exportam mais para o Brasil do que importam desde 2009.

Perfil Brasil
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