Neurociência explica medo em ser madrasta revelado por Franciny Ehlke
Relato da influenciadora sobre o receio inicial e a formação de vínculo afetivo com o enteado destaca processos da neurociência e do desenvolvimento infantil
A experiência compartilhada por Franciny Ehlke em relação à sua dinâmica familiar com Rafik, de 3 anos, levanta questões centrais sobre a estruturação de laços em famílias reconstituídas. Casada com o empresário Tony Maleh, a influenciadora descreveu o medo inicial de assumir o papel de madrasta, sentimento que foi substituído por uma conexão estabelecida através da convivência. Este fenômeno é analisado por especialistas como parte do processo de construção de figuras de referência em ambientes domésticos contemporâneos.
O receio manifestado por Franciny Ehlke é um comportamento frequente em adultos que ingressam em núcleos familiares com filhos de relacionamentos anteriores. Segundo a neurocientista e especialista em desenvolvimento infantil Telma Abrahão, especialista em desenvolvimento infantil, existe uma carga simbólica e estigmas sociais em torno da figura da madrasta que geram insegurança. Contudo, a especialista pontua que o vínculo não é determinado por nomenclaturas, mas pela qualidade da presença emocional e pela regularidade do cuidado.
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O cérebro da criança processa o afeto a partir de experiências de segurança e previsibilidade. Independentemente do laço biológico, o menor reconhece como cuidador aquele que oferece proteção emocional e escuta ativa. No caso relatado por Franciny Ehlke, o vínculo consolidou-se no cotidiano, demonstrando que a convivência é o fator determinante para que a criança identifique o adulto como uma figura de suporte.
A análise técnica do desenvolvimento infantil sugere que a inclusão de novas figuras de cuidado em famílias reconstituídas traz benefícios ao menor, desde que o ambiente seja estável.
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Segurança Emocional: A percepção de acolhimento fortalece a autoestima da criança.
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Soma de Afetos: Novos vínculos não competem com os laços biológicos, mas ampliam a rede de proteção.
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Empatia e Confiança: A exposição a relações saudáveis em lares compostos favorece a capacidade de socialização do indivíduo.
Para a neurociência, o conceito de maternidade ampliada ocorre quando o adulto se permite viver a relação sem idealizações. Ao focar na disponibilidade emocional e na sensibilidade, o afeto torna-se uma consequência da interação prolongada, permitindo que famílias como a de Franciny Ehlke ressignifiquem os papéis tradicionais em favor do bem-estar infantil e da harmonia familiar.