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"Não venda meus dados": varejistas dos EUA correm para cumprir nova lei de privacidade

30 dez 2019 13h47
| atualizado às 14h53
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Varejistas dos Estados Unidos, incluindo o Walmart, adicionarão a opção "Não venda meus dados" aos sites e lojas a partir de 1º de janeiro, permitindo que os consumidores da Califórnia saibam pela primeira vez quais são os dados pessoais coletados pelos varejistas, disseram fontes.

Consumidora em unidade do Walmart em Chicago, EUA 
27/11/2019
REUTERS/Kamil Krzaczynski
Consumidora em unidade do Walmart em Chicago, EUA 27/11/2019 REUTERS/Kamil Krzaczynski
Foto: Reuters

Outras empresas, como a Home Depot, permitirão que os consumidores não apenas na Califórnia, mas em todos os EUA, acessem estas informações online. Nas lojas da Califórnia, a Home Depot adicionará sinalização, oferecerá códigos QR para que clientes possam procurar informações usando seus dispositivos móveis e treinará funcionários da loja para responderem a perguntas.

Os grandes varejistas dos EUA estão correndo para cumprir uma nova lei, a California Consumer Privacy Act (CCPA), que entra em vigor no início de 2020 e é uma das regulações mais importantes a supervisionar as práticas de coleta de dados das empresas norte-americanas. Também possibilita que consumidores optem por não permitir que varejistas e outras empresas vendam seus dados pessoais a terceiros.

Além dos varejistas, a lei afeta uma ampla gama de empresas, incluindo plataformas de mídia social como Facebook e Google, anunciantes, desenvolvedores de aplicativos, provedores de serviços móveis e serviços de TV por streaming, e provavelmente irá mudar a forma como empresas se beneficiam do uso de informações pessoais.

A lei segue o controverso Regulamento Geral de Proteção de Dados da Europa, que estabelece um novo padrão de como as empresas coletam, armazenam e usam dados pessoais. A lei europeia deu às empresas anos para se preparar, enquanto a CCPA deu a elas apenas alguns meses.

A Amazon está adotando uma abordagem diferente. Não planejamos colocar um botão "Não vender meus dados" em nosso site, porque a Amazon não está no negócio de vender dados pessoais de clientes e nunca esteve", disse uma porta-voz da empresa em comunicado.

A Amazon lançará um aviso de privacidade revisado e vai acompanhar a aprovação final da nova regra para "entender que sinalização pode ser necessária para informar os clientes como encontrar o aviso de privacidade" em suas lojas, acrescentou a porta-voz.

Uma avaliação de impacto econômico preparada pela promotoria da Califórnia por uma empresa independente de pesquisa afirma que as novas regras vão custar às empresas norte-americanas entre 467 milhões e 16,5 bilhões de dólares entre 2020 e 2030. Estimativas da indústria apontam para custos iniciais de mais de 50 bilhões de dólares.

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