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iPhone 13: Brasil tem aparelho mais caro do mundo

Alta do dólar e tributação ajudam a explicar o porquê o País tem preços mais elevados no mercado global

15 set 2021 22h00
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iPhone 13 Pro Max é o modelo de ponta da Apple, com melhor bateria, câmera e tela
iPhone 13 Pro Max é o modelo de ponta da Apple, com melhor bateria, câmera e tela
Foto: Reprodução/Apple / Estadão

Mantendo a tendência dos últimos anos, o Brasil tem o iPhone 13 mais caro do mundo, de acordo com levantamento feito pelo Nukeni, site do desenvolvedor japonês Jun Saito.

Modelo de ponta da Apple, o iPhone 13 Pro Max, com 1 TB de armazenamento de memória, sai por até R$ 15,5 mil no Brasil. Opreço faz dele o aparelho mais caro do mundo, em ranking que considera 40 países. Em conversão direta para o dólar, considerando o câmbio do dia, o mesmo produto sai por US$ 2,9 mil.

Nos Estados Unidos, país onde o smartphone é o mais barato, o preço sai por US$ 1,6 mil. Em seguida, o mesmo iPhone 13 Pro Max de 1 TB sairia por US$ 1,7 mil no Canadá e no Japão.

No ranking, logo acima do Brasil, estão a Turquia (US$ 2,7 mil), Índia (US$ 2,4 mil) e Suécia (US$ 2,3 mil).

A diferença neste ano, no entanto, é que o País não está na lanterninha isolado. Dependendo dos modelos à venda e suas diferentes capacidade de memória, a Turquia pode ficar na última posição, como no iPhone 13 mini de 128 GB, iPhone 13 Pro de 128 GB e 256 GB, e iPhone 13 Pro Max de 128 GB e 256 GB.

Nas outras categorias, o Brasil segue como o país mais caro.

iPhone não é o único

O iPhone 13 não é o único produto no qual o Brasil é "líder" em preço, segundo o Nukeni.

Lançado em 2020, o iPhone 12 e todas as suas variações (mini, Pro e Pro Max, com diferentes armazenamentos) é o mais caro no País, assim como o iPad Pro e o iMac, esses dois últimos revelados em abril deste ano.

Cálculo

O cálculo do site Nukeni utiliza como base o preço dos produtos vendidos nas lojas da Apple nos países e converte o valor em dólar com o câmbio do dia. Os valores, portanto, variam diariamente conforme a volatilidade da moeda, diz Saito. Ou seja, o fortalecimento ou não do dólar em relação às moedas mundiais tem alta influência sobre o resultado final do ranking.

No "economês", isso é a paridade do poder de compra (PPC), cálculo utilizado por órgãos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), para conseguir comparar o Produto Interno Bruto (PIB) dos países.

O PPC é mais conhecido na aplicação do Índice Big Mac, criado pela revista britânica The Economist para usar um único item (o sanduíche clássico do McDonald's) como base para aferir a valorização do dólar no mundo. A partir dele, a publicação consegue dizer se o dólar está mais fraco ou mais forte no mercado alemão, indiano ou argentino, por exemplo, já que utiliza como base para a comparação um único produto produto comum a todos esses países.

O Nukeni leva em consideração também o preço final, em que está embutida a tributação dos países — países que tributam mais pesadamente produtos importados de tecnologia, como o Brasil, tendem a ver valores mais elevados do que regiões que têm poucas barreiras de taxas, como o Canadá e Japão.

Estadão
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