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Startup de crédito Zippi levanta US$ 16 milhões para focar no Pix

Fintech utiliza sistema de pagamentos instantâneos do Brasil para fornecer crédito a lojistas, que contam com rápido capital de giro

8 jun 2022 05h10
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A startup Zippi, especializada em fornecer crédito em pequenos empreendedores, anuncia nesta quarta-feira, 8, que recebeu um aporte de US$ 16 milhões. A cifra será utilizada para dobrar a equipe de 26 funcionários e escalar o negócio da empresa em até dez vezes em 2022.

O fundo Tiger Global liderou a rodada, seguido pela aceleradora Y Combinator, Volpe Capital, Rainfall Ventures, Globo Ventures, Hummingbird, Mantis, MSA Capital, Soma Capital. O cheque também foi assinado por fundadores de empresas como Faire, Robinhood, Plaid, Creditas, Kavak, Cobli e GoJek.

Fundada por André Bernardes, Ludmila Pontremolez e Bruno Lucas, a Zippi nasceu no final de 2019 com propósito similar ao atual: oferecer crédito rapidamente para microempreendedores sem capital de giro. Com a chegada do Pix no final de 2020, porém, a fintech optou por abandonar o modelo de negócio e adotar inteiramente o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil.

Na Zippi, os MEIs e pequenos estabelecimentos recebem o dinheiro da startup via Pix e, no limite, têm 7 dias para retornar o empréstimo. A startup cobra uma taxa de 3% de cada operação transacionada pelos empreendedores.

"Ao longo de 2021, quando vimos o Pix crescendo na velocidade que cresceu, experimentamos a ideia de ajudar o cliente na hora de realizar a compra", conta André Bernardes, presidente executivo e fundador da Zippi, ao Estadão. "Do lado do cliente, o Pix é uma preferência. Já para nós, verticalizamos a solução ao abandonar o cartão, porque existem, no mínimo, cinco empresas envolvidas e todas cobrando uma margem sobre a operação, tornando-a cara. Isso torna nosso modelo de negócio mais rentável."

Bruno Lucas, André Bernardes e Ludmila Pontremolez fundaram a Zippi no final de 2019
Bruno Lucas, André Bernardes e Ludmila Pontremolez fundaram a Zippi no final de 2019
Foto: Divulgação/Zippi / Estadão

A expectativa do potencial do Pix é o que anima os investidores. "O Pix é um dos sistemas de pagamentos que mais cresce no mundo, um fenômeno sem precedentes até então", afirma Alex Cook, sócio da Tiger Global. "Ficamos impressionados com o calibre do time da Zippi e a tração do produto disruptivo que criaram."

Para continuar crescendo, porém, a Zippi enfrenta um cenário turbulento: inflação de custos, que pressiona os empreendedores a elevar preços; alta mundial dos juros, que encarece a tomada de crédito; e crise no setor de startups, encadeada pelo cenário macroeconômico turbulento e que tem forçado essas companhias a desacelerar e, em alguns casos, demitir pessoal. "No mundo em que vivemos nos últimos dois anos, (para as startups) era mais importante crescer do que discutir o caminho plausível para a rentabilidade", aponta Bernardes.

Para o CEO, as futuras contratações da startup devem ser estratégicas. "Em tecnologia, uma pessoa muito extraordinária consegue trazer resultados exponenciais para o negócio. E parte da nossa estratégia é ter essa densidade de talentos e manter alta a base de talentos", diz. "É um dos nossos grandes trunfos da operação: fazer algo muito escalável, com poucas pessoas, mas talentosas."

Estadão
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