Argentino cria cimento magnético e promete revolucionar construção civil
Inovação pode ser utilizada em construções para fixar itens com ímãs ao invés de parafusos
A furadeira, as buchas e a poeira das obras podem estar com os dias contados. O argentino Marco Agustín Secchi, de 29 anos, desenvolveu o Ironplac, um tipo de cimento magnético que permite fixar objetos nas paredes com o uso de ímãs dispensando pregos e parafusos.
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Ainda em fase de desenvolvimento, o material já apresentou resultados promissores em testes. A proposta é transformar paredes comuns em superfícies funcionais, capazes de sustentar desde quadros até ferramentas, facilitando a organização de ambientes como casas, escritórios e oficinas.
Segundo a descrição oficial, o Ironplac pode ser aplicado tanto em construções a seco quanto convencionais, com acabamentos como gesso ou painéis. Na prática, funciona como uma camada de revestimento que torna a parede “ativa”, sem a necessidade de perfurações.
A ideia surgiu de uma frustração cotidiana. Secchi buscava uma solução mais prática para pendurar objetos sem recorrer a ferramentas. Em demonstrações, o material foi capaz de sustentar itens como facas, painéis e até ferramentas maiores utilizando apenas ímãs.
Como funciona?
O Ironplac não utiliza eletricidade nem atua como um ímã ativo. O efeito magnético vem de uma mistura com cargas minerais e partículas ferrosas, que permite à superfície interagir com objetos imantados.
@marco.secchi.lab Sistema constructivo magnetizable IronPlac 🧲 Continuamos con las pruebas piloto, ahora integrando placas de yeso magnetizables en obra en seco.
♬ Sci-fi ambient with a desolate and lonely atmosphere(1418505) - harryfaoki
Ou seja, a parede não “atrai” metais sozinha. Ela funciona como uma superfície passiva, reagindo apenas quando entra em contato com ímãs. O produto pode ser aplicado como um acabamento tradicional, misturado com água e distribuído em camadas finas.
O material é apresentado em sacos de 25kg, o que facilita sua integração aos processos convencionais da construção civil. A proposta atende à demanda de reduzir intervenções constantes nas paredes, especialmente em imóveis alugados ou ambientes que passam por mudanças frequentes.
Além da conveniência, há também um possível impacto ambiental indireto. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), edifícios responderam por 34% da demanda global de energia e 37% das emissões relacionadas ao setor em 2022. Já a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) estima que os resíduos de construção e demolição chegaram a 600 milhões de toneladas em 2018, segundo dados divulgados pelo site EcoNews.
Projeto ainda é protótipo
Embora o Ironplac não resolva o cenário, soluções que reduzem retrabalho e desperdício podem contribuir para construções mais sustentáveis.
O projeto ainda está em transição do protótipo para o mercado. Segundo o criador, o produto não está à venda, mas já passa por testes em ambientes reais. A fórmula também está em processo de registro internacional via Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT).
Antes de chegar aos consumidores, o material ainda irá passar por testes práticos de durabilidade, resistência ao peso, impacto da umidade, entre outras formas de testar o desempenho.
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