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Ciência

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Queda do Império Romano trouxe diversidade genética à Europa, diz estudo

Análises de DNA mostraram mudanças graduais fruto de pequenas migrações

18 mai 2026 - 14h54
(atualizado às 16h02)
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A sociedade europeia moderna começou a tomar forma às vésperas da queda do Império Romano, quando uma maior diversidade genética e mudanças culturais graduais começaram a se intensificar, fruto de migrações em pequena escala e de casamentos interétnicos, revelou um estudo publicado na revista Nature.

Pesquisa internacional analisou genoma de pessoas que viveram entre 400 e 700 d.C.
Pesquisa internacional analisou genoma de pessoas que viveram entre 400 e 700 d.C.
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A conclusão da pesquisa, realizada por uma equipe internacional de geneticistas, arqueólogos e historiadores liderada pela Universidade Johannes Gutenberg, se deu através da análise de 258 genomas do final do período romano e início da Idade Média (400-700 d.C.) encontrados em túmulos antigos no sul da Alemanha.

Esses genomas foram comparados com outros 2,5 mil antigos e 379 modernos.

O estudo mostrou que, no final do Império Romano, dois grupos geneticamente distintos coexistiam na região: pessoas de origem nórdica e habitantes de assentamentos romanos. Estes últimos exibiam grande diversidade genética, com ancestrais de toda a Europa e até mesmo da Ásia Menor.

A queda de Roma levou a uma maior mobilidade para muitos grupos, originando novas sociedades, que apesar da diversidade genética, passaram a compartilhar uma mesma cultura material.

Os pesquisadores descobriram ainda que a expectativa de vida na época analisada era de 43,3 anos para os homens e 39,8 anos para as mulheres, e que o parto era um fator de risco significativo para morte prematura das mães.

Já a infância era um período particularmente crítico devido à alta mortalidade. Outro ponto de destaque abordado foi a importância da família nuclear e da monogamia ao longo da vida, devido à ascensão do cristianismo. 

Ansa - Brasil
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