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Ciência

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Veja estratégias eficazes para prevenir e combater infestações de ratos

Em bairros centrais e periferias de grandes cidades brasileiras, a presença de ratos passou a fazer parte do cotidiano de muitas famílias. Veja estratégias eficazes para prevenir e combater infestções de ratos.

16 mai 2026 - 19h33
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Em bairros centrais e periferias de grandes cidades brasileiras, a presença de ratos passou a fazer parte do cotidiano de muitas famílias. Em galerias de esgoto, terrenos baldios, pátios de escolas e até em hospitais, esses animais se adaptam facilmente e encontram alimento com facilidade. Assim, especialistas em saúde pública apontam que o controle de ratos em áreas urbanas deixou de ser um problema pontual e passou a ser uma questão estrutural de gestão das cidades.

A infestação não ocorre por acaso. Afinal, o aumento do lixo nas ruas, o descarte irregular de resíduos e falhas na infraestrutura urbana criam um ambiente propício para a proliferação desses roedores. Em cenários de chuvas intensas e enchentes, comuns em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, os ratos abandonam galerias subterrâneas e invadem casas, comércios e áreas públicas, ampliando os riscos à saúde da população.

Estudos de vigilância ambiental indicam que espécies como o rato de esgoto (Rattus norvegicus) e o rato de telhado (Rattus rattus) se adaptam rapidamente a diferentes ambientes, desde regiões portuárias até condomínios residenciais – depositphotos.com / aboikis
Estudos de vigilância ambiental indicam que espécies como o rato de esgoto (Rattus norvegicus) e o rato de telhado (Rattus rattus) se adaptam rapidamente a diferentes ambientes, desde regiões portuárias até condomínios residenciais – depositphotos.com / aboikis
Foto: Giro 10

Quais são as principais causas da infestação de ratos nas cidades?

A palavra-chave central nesse debate é controle de ratos, diretamente ligada ao conjunto de fatores que favorecem a presença desses animais. Entre as principais causas, pesquisadores destacam o acúmulo de lixo doméstico, a oferta constante de restos de alimentos em vias públicas e a existência de abrigos em estruturas deterioradas. Ademais, rachaduras em calçadas, buracos em muros, imóveis abandonados e redes de esgoto antigas formam uma rede de esconderijos para os roedores urbanos.

Estudos de vigilância ambiental indicam que espécies como o rato de esgoto (Rattus norvegicus) e o rato de telhado (Rattus rattus) se adaptam rapidamente a diferentes ambientes, desde regiões portuárias até condomínios residenciais. Assim, a expansão desordenada das cidades, com ocupação de áreas próximas a rios e córregos, somada à falta de saneamento básico adequado, fortalece esse ciclo. Em muitos bairros, a coleta irregular de resíduos e a ausência de varrição constante nas vias públicas agravam a situação.

Quais riscos os ratos representam para a saúde pública?

O controle de ratos em áreas urbanas está diretamente associado à prevenção de doenças. Afinal, esses animais são conhecidos transmissores de enfermidades graves, como leptospirose, hantavirose e salmonelose. A leptospirose, por exemplo, é causada por uma bactéria presente na urina de ratos, que pode se misturar à água de enchentes ou à lama das ruas. Em períodos chuvosos, hospitais registram aumento de casos suspeitos ligados ao contato com água contaminada.

Além das doenças diretamente associadas, os roedores urbanos podem carregar parasitas, como pulgas e ácaros, que também representam risco para humanos e animais domésticos. Em 2023 e 2024, boletins de secretarias municipais de saúde relataram surtos localizados de leptospirose em regiões afetadas por enchentes, reforçando o alerta sobre a importância do manejo adequado de resíduos e da limpeza emergencial após eventos climáticos extremos.

Métodos eficazes de prevenção e combate ao rato urbano

Especialistas em controle de pragas destacam que um programa eficaz de controle de ratos combina ações preventivas e corretivas. Assim, a chamada desratização não se resume ao uso de venenos; ela envolve planejamento, monitoramento e mudanças de hábito da população. Portanto, o objetivo é tornar o ambiente menos atrativo para os roedores, reduzindo acesso a alimento, água e abrigo.

Entre as principais medidas de prevenção, destacam-se:

  • Gestão adequada do lixo: manter resíduos em sacos bem fechados, armazenados em lixeiras com tampa, e colocá-los na rua apenas nos horários de coleta.
  • Vedação de acessos: tampar buracos em muros, lajes e pisos, instalar telas em ralos e grelhas, e manter portas de depósitos e cozinhas sempre bem ajustadas.
  • Organização de ambientes: evitar acúmulo de entulho, caixas e materiais inutilizados em quintais, garagens e áreas comuns de condomínios.
  • Manutenção de redes de esgoto: reparar tampas quebradas, caixas de inspeção danificadas e tubulações expostas.

Quando a infestação já está instalada, equipes de controle de zoonoses utilizam técnicas combinadas. Entre elas estão:

  1. Inspeção detalhada da área, identificando tocas, trilhas, fezes e pontos de alimentação.
  2. Instalação de iscas raticidas em locais estratégicos, seguindo normas de segurança para evitar contato com crianças e animais domésticos.
  3. Uso de armadilhas mecânicas em ambientes sensíveis, como cozinhas industriais, hospitais e escolas.
  4. Acompanhamento periódico para avaliar a redução da população de roedores e reforçar medidas de prevenção.

Qual é o papel do poder público no controle de ratos?

O controle de ratos em áreas urbanas exige atuação coordenada do poder público. Prefeituras, por meio de secretarias de saúde, meio ambiente e serviços urbanos, são responsáveis por programas de vigilância de zoonoses, desratização de áreas públicas e campanhas de educação. A realização de ações em bueiros, galerias pluviais, córregos canalizados e praças é fundamental para reduzir focos de infestação de forma mais ampla.

Algumas cidades brasileiras mantêm equipes específicas para atendimento a denúncias de moradores, com visitas técnicas e aplicação de raticida em pontos críticos. Em 2025, por exemplo, cidades da região Sul e Sudeste intensificaram programas de desratização após enchentes prolongadas, priorizando bairros próximos a rios transbordados. Além disso, o planejamento urbano, com investimento em coleta regular de lixo, ampliação do saneamento básico e revitalização de áreas degradadas, é apontado por urbanistas como um dos caminhos para reduzir a presença de roedores a médio e longo prazo.

Prefeituras, por meio de secretarias de saúde, meio ambiente e serviços urbanos, são responsáveis por programas de vigilância de zoonoses, desratização de áreas públicas e campanhas de educação – depositphotos.com / drakuliren
Prefeituras, por meio de secretarias de saúde, meio ambiente e serviços urbanos, são responsáveis por programas de vigilância de zoonoses, desratização de áreas públicas e campanhas de educação – depositphotos.com / drakuliren
Foto: Giro 10

Como a população pode contribuir para o controle de ratos?

A participação da população é considerada decisiva para o sucesso de qualquer estratégia de controle de ratos. Mesmo com ações estruturadas do poder público, o descarte incorreto de resíduos e a manutenção de ambientes desorganizados mantêm o problema em circulação. Moradores, comerciantes e síndicos de condomínios têm papel direto na prevenção.

Entre as atitudes cotidianas mais citadas por especialistas estão:

  • Evitar jogar lixo em terrenos baldios, calçadas e margens de rios.
  • Comunicar às autoridades municipais a presença de grande quantidade de ratos em praças, escolas ou imóveis abandonados.
  • Promover mutirões de limpeza em comunidades, com recolhimento de entulho e materiais acumulados.
  • Adequar depósitos de alimentos em mercados, padarias e restaurantes, mantendo tudo fechado e armazenado acima do chão.

Dessa forma, o controle de ratos em áreas urbanas deixa de ser apenas uma ação pontual de combate e passa a ser um esforço contínuo de gestão do território. A combinação de infraestrutura adequada, políticas públicas consistentes e mudanças de comportamento da população tende a reduzir a presença de roedores e, consequentemente, os riscos sanitários associados a eles nas cidades brasileiras.

Giro 10
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